Sérgio Conceição assume dificuldades frente ao Nacional: «Sofremos mais do que era expectável»

Treinador do FC Porto diz que os dragões nunca controlaram o jogo

Sérgio Conceição assumiu que o FC Porto sentiu dificuldades inesperadas na visita ao reduto do Nacional, ainda que assuma que tal se deve essencialmente à carga intensa de jogos que os dragões tiveram nos últimos dias. Por outro lado, o técnico portista atribuiu mérito à forma como os insulares se apresentaram, algo que fez com que os dragões nunca tivessem conseguido ter o controlo do jogo.

"Foi um jogo difícil como se esperava. Tivemos uma semana passada com três jogos, com viagens pelo meio e vir aqui à Madeira nestas situações, com este clima, que é difícil do continente... Era normal que o Nacional estivesse no máximo em termos emocionais, pois não tinha nada a perder e jogava com o campeão nacional. Está numa posição difícil, sabíamos da grande vontade e determinação que teria... Percebemos nos dois jogos que fizeram, com o Manuel Machado ao comando, algumas situações do que íamos encontramos. Acho que não conseguimos, na primeira parte principalmente - apesar do golo e de termos uma outra oportunidade para aumentar a vantagem - a verdade é que o Nacional também chegou com perigo e o Marche defendeu um penálti. Sinceramente se o jogo tivesse chegado ao intervalo empatado não me estranharia. Era preciso fazer mais com a bola, estávamos a sofrer ataques rápidos do adversário, porque quando era para ocupar espaços nunca tínhamos os médios no corredor central. E eles ligavam muito fácil com o Riascos na frente e acabámos por sofrer mais do que era expectável. Mesmo sabendo das qualidades do Nacional, que iria defender mais baixo, partir para as transições ofensivas rápidas e verticais, mas a sensação que temos é que nunca controlámos o jogo. Apesar de, vendo as oportunidades, creio que o resultado é justo, especialmente dentro de duas semanas difíceis que tivemos por fadiga mental e física", declarou, à SportTV.

"Normalmente temos um modelo definido e no qual jogamos há muito tempo, que é o 4-4-2. Os jogadores percebem as dinâmicas. Tínhamos jogado diferente na Champions e era importante dar continuidade ao que fizemos de bom. Mas juntámos os avançados e os alas muitos altos na linha defensiva. Não foi planeado dessa forma, isso acontecia com médios a tentar encontrar espaço mas muito no corredor. E aí, quando perdíamos a bola tínhamos o Grujic ao meio, daí as sucessivas aproximações do Nacional. Era preciso corrigir isso e o intervalo foi bom. Fui jogando e percebendo o que o jogo pedia. Fi-lo com substituições, dando peso ao ataque e criando outros problemas ao Nacional. Mesmo sem criar muito perigo, fomos ficando mais tranquilos no jogo", assumiu o técnico, que aproveitou para elogiar a resposta de quem entrou no decurso da partida.

Por Record
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