Sérgio Conceição: «Gostava de dedicar este título à minha família»

Treinador passou em revista a temporada, a pausa do campeonato e ainda o futuro, com um olhar especial sobre a Taça de Portugal

• Foto: LUSA / EPA

O FC Porto conquistou esta quarta-feira, após um triunfo (2-0) sobre o Sporting, o 29.º título nacional da história do clube que, segundo Sérgio Conceição, é o "mais importante" do clube. 

Em análise àquela que foi uma temporada com muitos altos e baixos, o treinador do FC Porto realçou a "união do grupo de trabalho", dedicando a conquista do título à sua família e não esquecendo ainda a final da Taça de Portugal, diante do Benfica, aquele que é agora "o jogo mais importante" para a equipa da cidade Invicta.

"A palavra certa foi união do grupo de trabalho, destes jogadores. Sem dúvidas, acreditaram num momento difícil, depois do jogo com o Sp. Braga, onde merecíamos um outro resultado e ficámos a uma distância considerável do nosso rival. Foi preciso acreditar na qualidade dos jogadores e de todos. Isso foi fundamental."

Dedicar o título à família

"Gostava de dedicar à minha família que sofre muito. À minha mulher, aos meus filhos e aos meus pais, principalmente pela luta que tiveram para me dar este espírito de luta."

Desfrutar do momento

"Queremos agora desfrutar do momento. Vêm jogos em que temos de ser sérios, ambiciosos, acontecesse o que acontecesse, e depois, obviamente, o jogo mais importante para nós, que é a Taça de Portugal."

Trabalho desempenhado durante a pausa do campeonato foi fundamental

"Por isso é que me referi aos jogadores, pelo trabalho que é invisivel para as pessoas, mas para nós não. Nunca paramos. Preparamos tudo ao máximo. E esse eforço e essa dedicação foi fundamental. Digo mais uma vez, os jogadores foram os obreiros. Não há desgate. Há sim a vontade de vencer mais um título esta temporada."

Estratégia para a partida

"Tínhamos de planear muito bem este jogo. Sabíamos a equipa que tínhamos pela frente, com jovens de enorme potencial. Foi um jogo espetacular no aspeto técnico. Os mais atentos percebem o que eu digo, os menos atentos não conseguem chegar ao ponto que eu quero chegar. Antes do jogo, somos todos treinadores, mas depois só somos nós."

Se pudesse fazer uma roda com os adeptos, que lhes diria

"Dava os parabéns pelo apoio, este clube é grande também pelos adeptos e principalmente pelos adeptos. Isto falo dos verdadeiros adeptos, os verdadeiros apaixonados. Muitas vezes são eles o 12.º jogador. Pensam que isto é um chavão, mas eu que vim para aqui com 16 anos sei do que estou a falar. É para eles também", concluiu.

Por Sérgio Magalhães
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