Sérgio Conceição: «Simeone era mais 'bitaiteiro' no balneário»

Treinador do FC Porto em antevisão à deslocação a Madrid para a primeira jornada da Champions

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Sérgio Conceição: «Não foi um ano de beijinhos»

Sérgio Conceição fez, esta terça-feira, a antevisão à partida frente ao Atlético Madrid, a disputar na quarta-feira, pelas 20H00, no Wanda Metropolitano, válida pela primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.


Considera-se um treinador semelhante a Simeone?

"Representamos um clube de gente muito apaixonada. Os adeptos do Atlético Madrid são muito apaixonados. Temos as nossas diferenças. Aquilo que é a dinâmica do jogo podem descrever que as equipas são aguerridas, mas quem não tiver isso hoje no futebol ou tem uma equipa supertalentosa ou dificilmente consegue ganhar jogos. Na Lazio, um grupo ganhador e difícil de lidar porque era tudo gente de caráter forte, não foi um ano de beijinhos, mas sim de muita luta. Foi um ano muito bom. Conseguimos dar o título à Lazio, o que não é fácil em Itália. Mas isso faz parte do passado. Hoje somos dois treinadores que estão completamente focados em ganhar o jogo de amanhã e conhecendo-o como conheço também penso que ele estará pensará da mesma forma."

Simeone na conferência de imprensa elogiou o jogo do FC Porto e o Sérgio Conceição, dizendo que é "teimoso" e que não esperava que se tornasse treinador. O que pensa dos elogios e do diferente estilo das equipas?

"São equipas diferentes, mesmo sem bola. Nós somos uma equipa mais pressionante na missão defensiva, eles são mais pacientes. Não estou a dizer que não pressionam, ou que não têm reação à perda, até têm feito vários golos em transição. São mais pacientes em bloco médio-baixo. Com bola, também são equipas diferentes. Mas o princípio base está lá: são equipas ambiciosas, determinadas, não viram a cara à luta, e pensam que cada lance pode ser decisivo. Se eu sou teimoso, ele não será menos. Estamos a falar de alguém que conheço. Na altura eu era um miúdo, tinha 23 anos, estava a pensar em atingir o auge e não em ser treinador. Nessa altura o meu foco era ser jogador de alto nível e mostrar exatamente isso. Ele se calhar já pensava no que ia fazer depois de ser futebolista. Ele era mais 'bitaiteiro' no balneário".

Felipe, Herrera, o próprio João Félix que já defrontou o FC Porto, são elementos conhecidos. Isso é uma vantagem para o Atlético Madrid?

"Com tanta informação hoje em dia, temos departamentos que trabalham muitíssimo bem na análise e observação dos adversários. Eu não necessito de um jogador que tenha representado outra equipa. Nunca falei com um jogador sobre uma equipa adversária, penso eu. Os momentos são diferentes, as equipas são diferentes, as dinâmicas são diferentes. Conhecer a forma como respiramos dentro do balneário é semelhante sim, e isso pode ser uma vantagem para eles".

Felipe disse que espera chegar ao jogo no Estádio do Dragão com as duas equipas apuradas para os oitavos...

"Eu quero a minha equipa apurada... A outra, para mim, não me faria mais alegre ou menos alegre. Não me via mais alegre por ser o Atlético Madrid, o Milan ou o Liverpool".

Este Atlético Madrid tem-se apresentado com uma linha de três atrás, com uma forma diferente da época passada. Que Atlético Madrid espera, e se poderá encaixar nesse sistema?

"O Atlético Madrid este ano tem mudado um bocadinho, maioritariamente jogado em 3x5x2, é verdade. Mas apanhamos a equipa num momento em que ficamos sem perceber como é que vão jogar. No último jogo, jogaram em 3x4x3, e ao intervalo mudaram para 4x3x3. Sei que o Simeone gosta de 4x4x2, e já estamos a falar em vários sistemas. Conhecendo a dinâmica da equipa, há qualidade, independentemente do sistema. Há construção normalmente a três, com profundidade nos corredores laterais e com bons movimentos nos homens da frente. Independentemente do sistema base, do que Simeone pensar, estamos preparados para esses diferentes cenários, percebendo os pontos fortes da equipa. Se jogar Griezmann e Suárez, é diferente do que se jogar Griezmann, Suárez e Correa. Se jogar o Llorente a lateral, é diferente de jogar o Trippier. Essas características dos jogadores é que vão ditar as variantes, e nós vamos ajustar defensivamente. Com bola, vamos aproveitar algumas das coisas que podemos aproveitar. O fantástico da Liga dos Campeões é defrontar estas equipas, que conseguem fazer coisas diferentes só mudando uma peça. O Lemar jogando a médio interior é um jogador diferente do Koke, que pode jogar mais a médio defensivo, e isso tudo dá uma dinâmica diferente. O Renan Lodi joga mais atrás, o Carrasco seria mais ofensivo. Cabe-nos a nós conhecer essas interpretações e a riqueza do plantel do Atlético Madrid".

Por Record
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