Vítor Bruno emociona-se ao falar do pai Vítor Manuel: «Um crime as equipas não olharem para ele como uma mais-valia»

Adjunto do FC Porto agradece ao pai, um histórico treinador

• Foto: José Gageiro/Movephoto
Vítor Bruno destacou a "simbiose" que tem com Sérgio Conceição, no sentido de ajudar o FC Porto a conquistar títulos.

"Há um conhecimento muito grande entre ambos. A simbiose é grande e depois reunimos condições complementares, com funções diferentes. Eu tento dar o meu contributo ao que tenho feito. Algumas pedras no caminho, mas no final acaba por ser recompensador. Temos estado ao nível do que os adeptos pretendem nestes cinco anos. Há ainda uma final para conquistar e o clube vive de títulos", referiu o treinador adjunto portista à Sport TV após a vitória diante do Estoril (2-0).

"Perdem-se muitas horas a olear esta máquina. Tentamos sempre ir ao máximo, porque os adversários assim nos obrigam. Essa é a nossa forma de estar e quem quer estar ao melhor nível não pode pensar doutra forma", acrescentou.

Questionado sobre o impacto das saídas a meio da época, Vítor Bruno comentou: "Quando estão dinâmicas muito enraizadas, e perdemos jogadores influentes, mas o Sérgio passa a mística. Não podemos hipotecar a vida do clube em função de um ou outro jogador. Precisávamos de seguir o nosso caminho e não havia tempo a perder. Tudo é ganho ao milímetro. Tivemos em determinados momentos que muitos jogadores passassem por zonas diferentes do campo, porque sentimos que seria necessário. Além do João Mário, também o Fábio foi crescendo ao longo da época, pode pisar zonas diferentes do campo a um nível elevado. Tiveram capacidade de se transformar e criar metamorfoses, sempre em função de uma ideia coletiva."

A fechar, uma palavra ao pai, Vítor Manuel, um treinador histórico do futebol português: "é um símbolo do futebol nacional e foi com ele que me aventurei. Foi ele que se atreveu a levar-me com ele, que não era ninguém no futebol, por tudo o que me proporcionou em termos profissionais e pelos valores que me passou ao longo da vida. Tenho dificuldade em falar dele. Tenho mágoa muito grande em perceber que hoje há uma moda de gente muito nova e contra mim falo. Conhecimento não tem idade. É um crime as equipas em Portugal não olharem para ele como uma mais-valia."

Por Record
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