Presidente do Marítimo pede "coragem para medidas drásticas"

Carlos Pereira frisou que o "futebol não pode ser tratado de maneira diferente das outras empresas"

• Foto: Hélder Santos

O presidente do Marítimo pediu esta terça-feira "coragem para medidas drásticas" caso não seja permitida a presença de público nos estádios de futebol na próxima temporada, sublinhando os "muitos milhões de investimento ao abandono".

"Público, sim e, se não for, temos de ter a coragem de tomar medidas drásticas em relação a quem não permitir que o público esteja no estádio", ressalvou Carlos Pereira à margem da cerimónia de inauguração da Sala João Paulo II, no Estádio 'verde rubro'.

O presidente do clube madeirense acrescentou ainda que são "muitos e muitos milhões de investimento para estar ao abandono", fazendo referência ao facto de ter sido sempre um dos mais críticos e o "único dirigente a pagar multas por reclamar".

O líder dos 'leões do Almirante Reis' subscreve o discurso do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, sobre a final da Liga dos Campeões, defendendo que existem "dois pesos e duas medidas", numa referência à presença autorizada de adeptos ingleses na final europeia em contraste com a proibição dos adeptos portugueses nas bancadas.

Carlos Pereira assumiu que o 'G15' fez "falta ao futebol português, porque a determinado momento muitos pensaram muito em si e pouco naquilo que é o produto futebol, naquilo que é o espetáculo e a comercialização desse mesmo espetáculo".

O presidente maritimista garantiu que o futebol "não pode ser tratado de maneira diferente das outras empresas", relembrando que a "'bazuca' europeia não é só para um lado, a 'bazuca' deve ser para todas as áreas que trabalham".

"O conselho de presidentes que fez a sua primeira reunião na passada semana já tomou iniciativas para podermos começar a reivindicar o público no estádio na próxima época", disse, enfatizando que este é o primeiro de muitos pontos presentes no manifesto de intenções para o primeiro-ministro.

O presidente do clube insular revelou alguma "pena" por, no tempo compreendido entre o fim do G15 e o início deste novo conselho de presidentes, não tenho sido "feito nada, nem pela Liga, nem pela Federação".

"Nós estamos a insistir e estamos a reivindicar junto dessas instituições que também têm que fazer muito por aquilo que é o produto que eles próprios querem promover", finalizou.

Por Lusa
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