Marítimo escolhe modelo do Bayern para a sua SAD e João Luís diz-se pronto para o desafio

Equilíbrio entre exigência e apoio à equipa é receita do novo presidente

• Foto: Hélder Santos

O Marítimo optou pelo modelo do Bayern de Munique para a sua SAD, conforme explicou esta quinta-feira Rui Fontes, presidente do clube, no final da Assembleia Geral que elegeu a nova administração da sociedade anónima desportiva. "É uma solução alemã para um clube latino. Há anos que o Bayern é dirigido por antigos jogadores, com o sucesso que nós sabemos", justificou.

A escolha para liderar a SAD foi o antigo capitão João Luís Martins, que treinou até há poucos dias os lituanos do Panevezys, e que terá como colegas na administração o seu ex-adjunto Luís Olim, Nelson Gouveia, Carlos Baptista e Bruno Freitas. Rui Fontes, além de presidente do clube, lidera a Assembleia Geral da SAD, tendo como vice-presidente Petra Camacho e secretário Francisco Fernandes. A eleição foi feita por unanimidade e aclamação, ficando estabelecido que três dos cinco administradores serão remunerados. 

"Tenho noção da responsabilidade. É um grande desafio, mas também escolhi uma profissão por paixão e que está associada ao risco todos os dias. Estou preparado. Todos vamos ser poucos, mas acreditamos no projeto e em toda a estrutura", salientou João Luís, garantindo: "Não vou ter medo nenhum de assumir responsabilidades quando as coisas correrem menos bem, o que vai acontecer naturalmente".

A sua gestão será pontuada por dois aspetos fundamentais: "Vai haver muita exigência, mas também um apoio incondicional à equipa. Os nossos jogadores e treinadores são os melhores, mas também vamos exigir muito de todos e vamos partilhar os sucessos e chorar juntos quando as coisas correrem menos bem", apontou João Luís, que já vai acompanhar a equipa neste fim-de-semana, no jogo do Bessa com o Boavista.

João Luís diz que a partir de hoje despiu o fato de treinador. "Tenho estas duas paixões, do treino e do dirigismo. Enquanto treinador, raramente desempenhei apenas esse papel, pois estive quase sempre associado a clubes onde foi oportuna uma ajuda na outra área. Fui bebendo muitas experiências, aprendendo, lendo, discutindo. Mas há uma diferença clara. Já não sou treinador, pois esta é uma nova função e uma nova perspetiva", assumiu.

Por Gonçalo Vasconcelos
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