A camisola do miúdo que já virou relíquia

Altino impressionou-se com Ronaldo num jogo em Alvalade e recebeu um presente na 2.ª volta

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Pediu a camisola a um miúdo quase desconhecido: era Cristiano Ronaldo

O mundo já deu muitas voltas desde 23 de fevereiro de 2003, dia em que Moreirense e Sporting se defrontaram no Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Uma noite de segunda-feira como tantas outras, só que, anos depois, passou a ter um significado bem mais especial para Altino, então capitão do emblema dos cónegos. E tudo por causa de um jovem que vestia a camisola 28 dos leões, de seu nome Cristiano Ronaldo.

"Gostei dele logo no primeiro jogo que fizemos nessa época contra o Sporting", conta Altino, recordando uma noite que também estará para sempre na memória do craque mundial que se tornou Ronaldo. Isto porque foi nesse jogo contra o Moreirense, em Alvalade, que o agora jogador do Man. United marcou os primeiros dois golos em jogos oficiais pelos leões. Ora, na 2ª volta, o central dos cónegos não se acanhou por não ter ficado sequer no banco de suplentes e aproveitou o balneário para tentar assegurar um presente do tal miúdo que o havia encantado. "Fiquei na bancada e ele no banco, nem chegou a entrar. No intervalo, aproximei-me da zona do banco do Sporting e falei com o Ricardo Fernandes, que tinha sido meu colega no Moreirense, para ele pedir a camisola ao Ronaldo. Falou com ele e no final do jogo ofereceu-ma", revelou Altino, de 54 anos, que não pensava na altura ter ganho algo que agora é tão valioso: "Aos 18 anos já se percebia que ia ser um bom jogador, mas nunca pensei que atingisse este nível. É para mim um grande orgulho ter a camisola de alguém como o Ronaldo. Quando digo que a tenho, as pessoas nem acreditam."

Compradores não faltam

Tudo o que envolve CR7 é automaticamente valioso e uma camisola utilizada pelo cinco vezes Bola de Ouro nos primeiros jogos oficiais da carreira é, naturalmente, alvo de grande interesse. Altino que o diga, visto que já teve várias pessoas a bater à porta para lhe ‘roubar’ a relíquia. "Já me tentaram comprar a camisola várias vezes. Há uns tempos, um senhor de Lisboa, que soube por via de uma reportagem, veio ter comigo porque queria oferecer a camisola ao filho. Também há um miúdo no Facebook que todos os meses me manda mensagem a subir a parada, mas eu não consigo vendê-la", confessa Altino, culpando sobretudo a filha: "Ela não me deixa. Até foi a um estágio da Seleção em Rio Maior para ele a autografar. O que torna a camisola ainda mais valiosa."

Na história dos cónegos

Quando se cruzou com Ronaldo, em 2002/03, já a carreira de Altino estava na fase final. Foi, de resto, a última época do central ao serviço do Moreirense, clube que representou durante 10 anos. É, ainda hoje, o jogador que mais vezes vestiu a camisola dos cónegos em jogos oficiais, totalizando 252 encontros. Além disso, esteve em vários momentos marcantes do clube, nomeadamente as subidas para a 2ª Liga e, depois, ao principal escalão. Chegou a capitão e, apesar de jogar a central ou a trinco, contribuiu no ataque com 15 golos.

Por José Miguel Machado
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