Sá Pinto: «Estamos muito vivos e até ao lavar dos cestos é vindima»

Moreirense, que luta pela permanência, recebe amanhã o Vizela

• Foto: Filipe Farinha
Ricardo Sá Pinto fez esta sexta-feira a antevisão do jogo de amanhã com o Vizela, uma partida da última jornada da Liga Bwin (15h30) que pode ser determinante na luta do Moreirense pela permanência.

Como conseguiu retirar dos jogadores o facto e saberem que estão sempre dependentes dos resultados de outros clubes?
"Se Deus quiser, ainda faltam mais dois jogos. Vamos trabalhar este jogo para termos mais dois. A equipa em apresentado um nível de concentração e confiança muito grande. É uma equipa que nunca tem desistido, apesar de muitas adversidades, algumas delas bizarras. Só uma grande equipa, com um espírito vencedor muito grande, e que tem sabido conviver com situações imerecidas, injustas, é que ainda chega ao último jogo com a hipótese de se manter na Liga. Com a minha experiência, numa equipa normal não era possível. Não merecemos muitos dos resultados que tivemos. A equipa tem sido extraordinária ao continuar a acreditar. Eles são à minha imagem, são ganhadores, nunca desistem e acreditam. Até ao final não vamos parar. Mais uma grande semana de trabalho, uma equipa bem preparada física e mentalmente. Vamos ter um adversário difícil, ainda para mais num grande dérbi. Espero que possamos ser felizes como no primeiro, com o mesmo resultado é exibição. O único resultado que nos interessa é ganhar, depois temos de esperar que o Tondela não ganhe para dar continuidade à nossa luta. Seria uma grande injustiça não acontecer essa permanência."

Disponibilidade de Frimpong para este jogo.
"Não vou falar sobre a disponibilidade dos jogadores, como tem sido norma.

O que se pode esperar do dérbi?
"Queremos chegar ao play-off, mas isso será apenas um passo, porque depois teremos uma caminhada com dois jogos. Conto estarmos todos sorridentes no final, todos felizes. O público tem sido extraordinário. Esteja aqui um ou dois anos, ou termine aqui a ligação ao clube, nunca me vou esquecer do carinho dos adepto e da Vila nesta caminhada que não é fácil. É por eles que vamos ganhar este jogo."

Que Vizela espera encontrar?
"Espero um Vizela sem pressão. É uma equipa que vai jogar descontraída, para ganhar, porque não os vejo de outra forma em campo. Não me parece que vão rodar muitos jogadores, teremos de ter cuidado com os três da frente, o Cassiano, o Schettine e o Kiko Bondoso, determinantes na manobra da equipa. O Vizela é uma equipa que marca quase sempre, cria muitas dificuldades aos adversários. Joga em 4x3x3, da forma como temos vindo a jogar. Esperamos um jogo próprio de um dérbi, um dérbi é sempre difícil para as equipas. Estamos à procura da felicidade que não temos encontrado nos últimos jogos. No meio do azar chegamos à ultima jornada ainda a tentar. Somos uma equipa de 1.ª e não da 2.ª."

Este é o desafio mais difícil da sua carreira?
"Este é o desafio mais difícil, tem sido o mais difícil da carreira. Tenho treinado clubes com desafios diferentes, tirando o Vasco da Gama, que encontrei numa situação difícil. Temos uma administração que tem apoiado a equipa, que não deixa faltar com nada. Temos tido o que é preciso para trabalhar, com ordenados em dia. O nosso campeonato é muito competitivo, é uma questão de detalhe, um penálti que entra ou não. A nossa época resume-se a detalhes que maioritariamente não nos têm sido favoráveis e que nos têm penalizado muito. Já temos a nossa dose. Estamos muito vivos e até ao lavar dos cestos é vindima."
Por Bruno Freitas
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