Vítor Magalhães: «Direitos televisivos? Sociedade sem classe média torna um país pobre»

Presidente do Moreirense aponta esta como a medida a adotar para tornar o futebol português "mais atrativo"

• Foto: Luís Manuel Neves

As receitas televisivas e a respetiva distribuição continua na ordem do dia do futebol português e, desta feita, foi Vítor Magalhães, presidente do Moreirense, quem apelou à centralização dos direitos, algo que, segundo o líder cónego, iria ajudar a tornar o futebol português "mais atrativo".

"Temos de centralizar os direitos televisivos, não faz sentido receber 3 milhões e pouco por ano e haver outros que recebem 40 milhões. Uma sociedade onde não existe uma classe média forte torna um país podre. Os clubes médios e pequenos têm de poder aproximar-se dos grandes, para termos um futebol mais atrativo", começou por dizer em declarações à Rádio Vizela, ainda antes de desenvolver os problemas que alguns emblemas desta dimensão enfrentam na preparação das épocas desportivas.

"O Moreirense é auto suficiente, mas isso é um autêntico milagre. Nós temos de ter sempre um orçamento de mais de 4 milhões, por isso temos de encontrar receitas extra. Ainda agora no jogo com o FC Porto o que sobrou da receita foram pouco mais de 20 mil euros, nos outros jogos, sem ser com os grandes, temos prejuízo. Os grandes campeonatos têm os direitos centralizados, só não não temos. Tem de haver vontade política de mudar", apontou Vítor Magalhães, que lançou também um olhar sobre o futuro e sobre o tempo que prevê ficar à frente dos destinos cónegos.

"Enquanto as pessoas de Moreira de Cónegos quiserem. Por mim, enquanto achar que estou nos projetos a acrescentar alguma coisa, naturalmente vou tentar manter-me. Quando achar que não estou a somar, mas a subtrair, deixo ficar", concluiu.

Por Bruno Freitas
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