Líder do Santa Clara afirma que a denúncia que originou as buscas partiu de um acionista da SAD açoriana

Rui Cordeiro fala numa "campanha insidiosa levada a cabo por pessoas despojadas de caráter"

• Foto: Miguel Barreira

Rui Cordeiro, presidente do Santa Clara afirmou que a investigação foi desencadeada por uma "denúncia criminal" da "autoria do senhor João Pacheco de Melo", acionista da SAD dos açorianos.

"Uma campanha insidiosa levada a cabo por pessoas despojadas de caráter, que, ao longo dos últimos anos a coberto das denúncias e dos ataques de caráter nas redes sociais, tentam denegrir e aniquilar a honra e a dignidade pessoal daqueles que tentam reerguer este clube", apontou.

Dando a garantia de que irá finalizar o mandato à frente do clube insular, Rui Cordeiro avançou que irão ser desencadeados os "procedimentos cíveis e criminais" contra as pessoas que se escondem "sob a capa de denúncias anónimas". "É muito fácil hoje em dia as pessoas esconderem-se sob a capa de denúncias anónimas, relatando factos para os quais não existe o pleno contraditório. E foi isso que, e muito bem, o MP veio aqui fazer: recolher prova, recolher documento, recolher o acesso aos emails", disse.

Rui Cordeiro considerou "este" o "melhor Santa Clara de sempre", referindo que as "contas estão consolidadas", os "vencimentos estão em dia" e o fecho provisório de contas da época 2019/20 aponta para um "lucro consolidado de cerca de 900 mil euros".

"O Santa Clara esteve 15 anos consecutivos na II liga, com cinco meses de ordenados em atraso, com dívidas ao fisco e à Segurança Social, sem pagar nada a ninguém, sem credibilidade", declarou.

Garantindo que irá "colaborar de forma ativa" com a investigação, promovendo "todos os elementos probatórios", Rui Cordeiro afirmou que "nunca um presidente" do clube "foi tão insultado na praça pública".

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou, na segunda-feira, a realização de 29 buscas: "oito domiciliárias; uma, a uma fundação; seis, a instalações de três sociedades desportivas; nove, a outros tipos de sociedade; três, a dois clubes desportivos; e duas, a dois escritórios de advogados".

As buscas, de acordo com o mesmo documento, decorreram "em vários locais do país e contaram com a participação de magistrados do Ministério Público e dos tribunais de Instrução Criminal, inclusive, o Central e elementos da Polícia Judiciária e da Autoridade Tributária".

A revista Sábado já tinha noticiado que duas das SAD investigadas seriam as de Benfica e Santa Clara, estando em causa dois processos, um sobre a transferência de jogadores líbios e outro relacionado com o caso Mala Ciao.

Por Lusa
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