Carlos Carvalhal deixa 'aviso' à Roma: «É para discutir a eliminatória até ao último segundo»

Treinador do Sp. Braga não atira a toalha ao chão, pois já viu “acontecer muita coisa no futebol”

• Foto: José Gageiro / Movephoto

Carlos Carvalhal assume com naturalidade a grande dificuldade que o Sp. Braga tem pela frente para virar uma eliminatória em que está a perder por 2-0. O treinador dos minhotos fez a antevisão ao jogo com a Roma ao final da tarde de hoje, já em pleno Estádio Olímpico, onde a equipa cumpriu o habitual treino de adaptação.

- A vitória sobre o Tondela veio dar a confiança que a equipa necessita para tentar ultrapassar esta Roma?

"Ganhar é sempre motivador e felizmente temos ganho muitas vezes esta época. O Sp. Braga tem sido uma equipa sempre muito focada e a contrariar as adversidades que lhe aparecem, esperamos que continue a ser assim neste jogo. Já sabíamos que a Roma é uma grande equipa, muito bem orientada e cheia de grandes jogadores, pois quando há seleções jogadores vão quase todos para fora. O que não estávamos a contar na 1ª mão é que houve pormenores que nos colocaram um pouco fora do jogo e a Roma acabou por vencer justamente esse jogo."

- Acredita que é possível dar a volta à eliminatória?

"Estamos aqui… Estamos também com uma tarefa muito difícil em mãos e claro que temos de saber reconhecer isso, mas não temos de olhar para o resultado da primeira mão. É muito importante estar dentro do jogo até ao fim e isso quer dizer que teremos de estar sempre muito competitivos e procurar jogar o melhor futebol. Se isso acontecer será bom sinal, pois já vimos acontecer muita coisa no futebol. Estamos a perder neste momento, teremos um adversário muito difícil pela frente, mas vamos tentar discutir a eliminatória até ao último segundo. É isso que pretendemos."

- O que acha ser importante corrigir neste jogo e que esteve menos bem na primeira mão em Braga?

"No primeiro jogo tivemos um momento de desequilíbrio defensivo que nos custou o primeiro golo, mas estivemos sempre muito competitivos até ao final, mesmo quando estivemos em inferioridade numérica. Temos de fazer uma exibição melhor, isso é óbvio, e ter cuidado nos momentos de transição, não nos podemos descuidar no momento da perda de bola. Tivemos um lance de penálti que ainda hoje não conseguimos perceber porque não foi marcado. A imprensa portuguesa nesse aspeto foi unânime em considerar que foi mesmo um penálti claríssimo e descarado e com onze jogadores em campo fomos sempre muito competitivos. É isso que temos de fazer, ser competitivos até ao fim e estar sempre equilibrados no jogo. Depois quem sabe o que pode acontecer em 90 minutos? Muita coisa pode acontecer e haver agora um penálti para nós e uma expulsão para eles."

- Admite relaxamento da Roma por estar a ganhar 2-0 e, já que estamos em Roma, espera um milagre para passar esta eliminatória?

"Respondendo à primeira parte da pergunta o que posso garantir é que nenhuma das equipas vai facilitar e as duas vão tentar ganhar o jogo. A Roma tem vantagem agora. Se o jogo estivesse zero a zero era 50 para cada lado, neste momento com 2-0 a Roma tem 70 a 80 por cento de hipóteses, mas no futebol mesmo só havendo um por cento é a isso que temos de nos agarrar e tentar jogar com as probabilidades que temos. Quanto a milagres nunca acredito nisso, mas tudo o que tiver de acontecer num jogo de futebol será sempre fruto da competência e da capacidade de trabalho dos jogadores dentro do campo. Sempre foi assim e se será sempre assim."

- Que pontos fracos e fortes detetou na Roma no jogo em Braga?

"Dos pontos fracos não vou falar deles embora os tenha, claro, mas são muito ténues e mais pequenos e se calhar até diz respeito à ausência de alguns jogadores na defesa, o que os levou a sofrer mais golos do que é normal nos últimos jogos. Há é muitos pontos fortes, pois estamos a falar de uma equipa muito forte em todos os aspetos, com um boa profundidade, com jogadores na frente muito perigosos e que dão soluções diferentes. Tem também vários jogadores entre linhas que, para lá da sua capacidade técnica, são jogadores muito fortes no um para um. A Roma tem também um sistema de jogo muito idêntico ao nosso, mas com rotinas e dinâmicas diferentes. No fundo, são duas equipas muito boas, que jogam um futebol positivo. A Roma não nos deu muitas hipóteses em Braga de criarmos perigo, mas vamos procurar fazer isso neste segundo jogo."

Por António Mendes
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