Carlos Carvalhal: «Estamos a tempo de escrever a página mais brilhante do Sp. Braga»

Treinador espera uma "reação de compromisso" no jogo com o Gil Vicente

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Carlos Carvalhal espera uma "reação de compromisso" do Sp. Braga no jogo deste domingo com o Gil Vicente (Estádio Cidade de Barcelos, 20 horas), depois de uma exibição ante o P. Ferreira que o próprio não se inibiu de reprovar. O treinador espera um conjunto arsenalista com "ambição" para o que falta disputar da época e acredita que os seus jogadores ainda podem fazer as delícias dos adeptos, apontando à final da Taça de Portugal. 

Resposta da equipa: "Espero uma reação positiva, de compromisso e ambição. Não que dizer que não houvesse atitude, mas ela vale pelo coletivo. Isso faz com que ela seja positiva e não a atitude individual. Conversámos, a equipa trabalhou bem e agora espero que haja uma reação".

Gil Vicente: "É uma equipa muito bem organizada, o Ricardo está a fazer um excelente trabalho, é uma equipa defensivamente muito organizada, sai bem para transições, mas estamos apostados em conseguir os três pontos. Estamos motivados, focados e queremos reagir bem ao último jogo".

Questão cultural: "O Sp. Braga tem de andar sempre com a mesma pressão e ela passa por tentar vencer os jogos todos. Vi um estudo em que o Sp. Braga não terminou bem as épocas nos últimos oito ou nove anos. Quando assim é, passa a ser cultural e temos de ultrapassar essas barreiras que existem. Queremos mudar isto, terminar de forma diferente e sair por cima do campeonato. Temos de saber ultrapassar essa questão que será já cultural. E isso tem de ser trabalhado. Decaímos um bocadinho, muito se calhar, mas temos capacidade para dar a volta. Andámos até no 2.º lugar, não conseguimos estabilizar e temos de perceber porquê. Isso passa pela cultura da exigência. A pontuação não é significativa para o que se possa alcançar, mas a motivação de defender esta camisola é maior que tudo".

Críticas após o jogo com o P. Ferreira foi um aviso a alguns jogadores? "Não há ninguém de fora, mas está um repto lançado. Exigimos o máximo. Esse foi um jogo em que tirámos muitas ilações, individual e coletiva. A exibição com o Marítimo não foi boa e eu assumi isso, mas a mudança de uma semana para a outra foi que a equipa não jogou o meu jogo, jogaram cada um por si. A jogar o nosso jogo chegámos a dois finais. Foi assim que encantámos o país futebolístico. É assim que a equipa vai ter de andar daqui em diante porque eu exijo isso".

Plantel mais extenso no próximo ano? "Não, porque a aposta é a formação. Vamos manter essa linha, não é sequer negociável. Espero é não ter lesões graves como tivemos nesta época, em jogadores-chave e que estavam a ser importantes. Neste momento, a fadiga já nem se coloca, já aliviámos três ou quatro jogadores, e acabou a conversa da fadiga. A conversa é a do foco e a da ambição, de fazer bem, pois estamos a tempo de escrever a página mais brilhante do Sp. Braga em cem anos de história".

Questão mental: "Isto é tudo mental. Nunca viram um jogador do Sp. Braga com uma quebra física durante um jogo. Sem fazer um grande jogo contra o Rio Ave, tivemos uma atitude fortíssima, assim como contra o Boavista, com o Sporting. Decair tão rapidamente tem que ver com a questão mental. Temos de mudar essa cultura, de exigência, de ambição. A atitude competitiva é inegociável. Tivemos um ano, salvo raras exceções, com uma atitude fantástica. Valorizámos os jogadores no mercado e isso não apaga a grande época. Agora é hora de reverter e voltar à ambição que nos caracterizou durante a época".

 
Por José Mário
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