Carlos Carvalhal fará gestão em Leicester: «Os jogadores não são máquinas»

Treinador arsenalista lamenta ausências de Ricardo Horta e de Fransérgio mas garante ambição

• Foto: José Reis/Movephoto

Carlos Carvalhal admite que irá fazer alguma gestão no onze para o encontro de amanhã à noite em casa do Leicester. Uma opção necessária em função da grande carga de jogos mas também em virtude da informação recolhida junto da equipa médica, afinal o técnico do Sp. Braga não quer maiores problemas. "Os jogadores não são máquinas", sintetizou Carvalhal.

"Temos um plano e de certeza que os jogadores o seguirão. É uma empreitada dificílima. Temos uma pequena percentagem de sairmos vitoriosos e vamos agarrá-la com todas as forças para conquistar os três pontos", acrescentou.

Sp. Braga fiel à sua ideia: "Não vamos alterar nada, vamos jogar em função do nosso sistema. Nós gostamos de ter a bola, isso é uma parte; noutra parte do jogo o adversário tem a bola e temos de nos ajustar ao posicionamento do adversário. O Leicester é muito forte, conhecemos bem e tem tido resultados fantásticos. Rodgers tem feito um trabalho epetacular, de época para época o Leicester vai subir e lutar pleos primeiros lugares nos próximos anos, com uma equipa boa e forte. Cumpre-nos respeitar adversários, mas explorando uma ou outra fragilidade. Vamos para jogo de forma destemida lutar pelos 3 pontos."

Pontos fortes do Leicester:  "O Leicester tem pontos fortes, coletivamente é boa equipa, evidentemente é um elogio que faço ao Brendan Rodgers. É um dos melhores treinadores ingleses da atualidade. Tem indivudalidades muito fortes, os que jogam e os de segundo plano que jogam e têm o mesmo rendimento dos habituais titulares. Têm um jogo difícil de contrariar, por isso marcaram 5 golos ao Manchester City, 4 golos ao Leeds. Estudámos bem o adversário e há que esconder os pontos fortes do Leicester e explorar as debilidades."  

Se Leicester pode vir a ser campeão de novo no futuro: "Pode, pode. É uma equipa equilibrada, servida de excelentes executantes, um plantel de grande qualidade. Com muitos jogadors na casa dos 23, 24 anos, uma grande aposta do Leicester, que pode permitir lutar pelo título, se não for este, nos próxmos anos. O trabalho de base é muito bem feito, mesmo no recrutamento dos jogadores."

Impacto das ausências de Ricardo Horta e Fransérgio: "Lamentar as duas ausências por razões diferentes. A situação do Fransérgio é nova para nós mas não é inesperada, pela forma como a pandemia está no mundo interiro. Lamento muito, mas temos outros disponíveis para o jogo."

Gestão da equipa, a poucos dias do jogo com Benfica: "Nós jogámos três dias atrás e vamos jogar três dias depois, ou seja, 2ª feira, 5ª feira e domingo. Antes disto tivemos jogos de elevadíssima intensidade em pouco tempo, em Guimarães terminámos com 9 jogadores, depois tivemos viagem longa à Ucrânia, jogos muito disputados. Temos saído vitoriosos, e não é fácil principalmente a seguir aos jogos europeus, e em vários países as equipas sentem muitas dificuldades após os jogos europeus, mas isso não tem acontecido com o Sp. Braga. Temos estado muito bem. Mas temos de olhar para um todo, em cada jogo fazemos uma avaliação com o departamento médico. Há fatores de análise que detetam fadiga, e isso é mensurável, e analisar um caso a um. É expectável que surjam algumas alterações, pois os jogadores não são máquinas, não queremos lesões e não queremos jogadores a jogar com fadiga. Vamos apresentar os mais frescos. Para além das mexidas forçadas, faremos mais algumas alterações no onze para amanhã, isto com vista a sermos competitivos mas também a salvaguardar lesão de alguém em que a campainha possa estar a soar."

Ausência do público inglês pode ser benéfico:  "O futebol inglês é o futebol inglês pelo público, quem o vive sabe que o futebol sem públcio não faz sentido em Inglaterra. Espero que isto passe rapidamente, o futebol em Inglaterra é para o público, até pelos horários dos jogos. São para favorecer nitidamente a vinda de público ao estádio. Evidentemente que é uma vantagem não ter público. Joguei aqui pelo Swansea e deu para sentir o clima e a força dos foxes. Não digo que é uma vantagem, mas é algo que o adversário perde e não tem."

Estar no 1.º lugar dá mais conforto para a gestão:  "Diria em teoria que sim, mas na prática é a mesma coisa. A gestão que temos vindo a fazer teria de ser feita independemente dos resultados anteriores. Gestão é imperativa num ou outro jogador, em função da informação e nossa análise. Necessidade de alternar não tem a ver com resultados mas sim com capacidade dos jogadores darem resposta.  Não quer dizer que não vamos abordar o jogo com a mesma determinação para o vencer. Temos um plano e de certeza que os jogadores o seguirão. É uma empreitada dificílima. Temos uma pequena percentagem de sairmos vitoriosos e vamos agarrá-la com todas as forças para conquistar os três pontos."

Por André Gonçalves
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