Raúl Silva: «Juntos vamos ganhar esta batalha»

Central do Sp. Braga respondeu às perguntas dos adeptos e deixou uma mensagem de esperança e otimismo

• Foto: Luís Vieira/Movephoto
Raúl Silva foi um dos dois convidados, tal como Rui Fonte, para o "Duas de Letra" desta tarde, uma rubrica que o Sp. Braga tem promovido junto dos seus adeptos, que têm a rara oportunidade de colocar perguntas aos jogadores.

"Obrigado Guerreiros e Guerreiras e juntos vamos ganhar esta batalha que nos apareceu pela frente. Agora é tempo de nos cuidarmos todos e cuidar dos nossos", disse o central brasileiro quando se despediu ao fim de quase uma hora de muita conversa e boa disposição.

Aqui ficam algumas das questões que Raúl Silva respondeu:

- Imagina algum dia ser treinador de futebol?
"Ainda é um futuro meio incerto na minha profissão, mas estou a tirar o curso de Nível I. Pretendo continuar no meio do futebol quando acabar a carreira de jogador, mas ainda não é uma certeza absoluta que tenho em mente. Estou a preparar-me para que futuramente possa vir a exercer esse papel dentro do futebol.

- Quando o campeonato regressar, em uma meta de golos definida?
"O que procuro sempre nos jogos é defender bem para que os guarda-redes não tenham muito trabalho, mas claro que se a oportunidade aparecer vou tentar também fazer golos, mas isso nunca foi o meu objetivo e nunca estabeleci metas sobre marcar golos.

- Quem é o melhor central do Mundo neste momento?
"Gosto particularmente do Sérgio Ramos, mas o Van Dijk está no auge e num grande momento. Mas sempre que o Sérgio Ramos está a jogar, páro tudo para ver o Real Madrid, porque ele é alguém que me inspira e que gosto muito de ver jogar.

- Qual é o melhor companheiro na tua posição?
"O Sp. Braga tem centrais de muita qualidade, cada um com a sua característica, tanto os mais novos como o David Carmo, aos mais velhos, como o Rolando, que chegou agora ao grupo, mas também os que já cá estavam. Não faltam boas opções, isso é garantido.

- Qual foi o adversário mais difícil que já teve para marcar?
"O Rui Fonte, por acaso, das vezes que jogou contra mim era muito complicado (risos). Corre para todo o lado e é muito difícil de marcar, mas prefiro eleger um ataque inteiro, que era o do Benfica quando cheguei a Portugal. Tinha muitos jogadores na frente de grande qualidade, na época 2014/15. Jogar contra o ataque do Benfica naquela altura era muito complicado.

- Gosta mais de jogar numa defesa com dois centrais ou com três?
"Particularmente gosto dos dois sistemas. Ambos dão coisas diferentes e são bons. Não tenho preferência. Se fosse treinador/jogador jogava para aí com sete centrais (risos), assim ia ter lugar para todos. Mas agora está a dar certo no Sp. Braga com três centrais e temos de aprovar isso.

- Qual foi a sua maior alegria na carreira?
"Já tive vários jogos que me fizeram sentir uma felicidade tremenda, um deles foi um jogo em casa com o Sporting em que marquei o golo da vitória mesmo perto do final. Mas também porque aí a minha avó foi pela primeira vez ver-me jogar e também quando a minha filha foi pela primeira vez ao estádio. Foi tudo junto num jogo só e nunca mais me esqueci."

- Porque é que o Raúl Silva era tantas vezes expulso no Marítimo?
"Isso é passado, vamos deixar lá para trás (risos). Foi uma fase da minha carreira. Se calhar, é por isso que o Sérgio Ramos é o meu ídolo (risos). A verdade é que sou um jogador que não gosto de perder e naquela época do Marítimo às vezes as coisas estavam a correr mal. Muitas vezes perdia o controlo e foi uma das coisas que tentei melhorar com o tempo e acho que consegui. Também com o avançar da idade vamos aprendendo.

- Quem é que mais o marcou na carreira?
"Na carreira de um jogador há sempre muita gente importante e claro que no lado afetivo a família, que está sempre do nosso lado, é sempre fundamental. Na parte profissional tive o meu primeiro treinador, chamado Carlinhos, que foi importante e que me ligou na hora certa quando eu estava a pensar desistir depois de ter uma lesão muito grave, ainda no Brasil. Se devo a minha carreira a alguém é a ele, que inclusivamente pagou a cirurgia que foi necessária naquela altura, e me deu toda a força para voltar.

- Como é que foi superar a lesão que teve no Sp. Braga?
"Foi complicadíssima. O mais difícil foi a primeira semana em que estamos sempre a pensar que rompemos o ligamento cruzado e isso é uma das lesões mais graves no futebol, mas depois temos de ir dia a dia e acreditar que dias melhores virão, lutando e superando as dores e os teus próprios limites. Foi isso que fiz."
Por António Mendes
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