Rui Fonte: «Se fizermos todos a nossa parte, isto vai passar»

Avançado do Sp. Braga tem saudades de voltar a treinar, mas regista que agora é altura de "todos ficarem em casa"

• Foto: Pedro Simões
Rui Fonte foi um dos dois convidados, tal como Raúl Silva, para o "Duas de Letra" desta tarde, uma rubrica que o Sp. Braga tem promovido junto dos seus adeptos, que têm a rara oportunidade de colocar perguntas aos jogadores.

"Acima de tudo esta é a altura de ficarmos em casa e termos consciência de que este é um momento difícil, mas se fizermos todos a nossa parte, isto vai passar", registou o avançado do Sp. Braga quando se despedia dos adeptos na página oficial do clube.

Rui Fonte, de resto, assumiu que o seu principal desejo é voltar a treinar e recordou muitos momentos da sua carreira.

- Qual vai ser a primeira coisa eu vai fazer quando acabar a quarentena?
"Há tanta coisa que quero fazer. Há muitas coisas que nos fazem falta e só nos apercebemos mesmo quando as deixamos de ter. A principal será passear um pouco com o meu filho, que acredito já está farto de estar em casa, e com a minha esposa e depois é voltar aos treinos. O meu principal desejo é voltar a treinar

- Tem tido menos oportunidades na equipa face à boa época do Paulinho. Qual é a sua opinião sobre ele?
"Sem dúvida que o Paulo está a fazer uma grande época e há que reconhecer que as poucas oportunidades que tenho tido é devido a esse facto. O que tento sempre é ajudar a equipa quando sou chamado. Tenho feito isso e fico feliz por o Paulinho estar tão bem, porque é sinal que a equipa também está bem. É uma situação em que ganhamos os dois, mas claro que gostava de jogar mais. É isso que um profissional de futebol tem de pensar e ambicionar para a sua carreira. Resta-se saber e reconhecer que ele está bem e dar o máximo para complicar a vida do Paulinho.

- Que recordações guarda das duas finais ganhas com a camisola do Sp. Braga?
"Foram as duas muito especiais. A primeira depois de tanto tempo que o clube esteve sem ganhar uma Taça de Portugal foi ainda mais especial dar essa alegria à cidade, ainda por cima num jogo tão emotivo, ganho dos penáltis e porque consegui fazer um golo. A segunda por ter sido em casa na Taça da Liga logo quando regressei ao clube.

- O que o fez regressar ao Sp. Braga quando estava no Lille, ainda por cima com o seu irmão José Fonte na equipa?
"A experiência com o meu irmão foi espetacular e não há nada que possa superar isso. O regresso a Braga, não só para mim como para a minha família, era um forte desejo e isso proporcionou-se. O Sp. Braga foi o único sítio onde me senti realmente em casa, era um regresso que ambicionava muito e ainda bem que se concretizou. Mas a experiência de jogar com o meu irmão foi mesmo espetacular, pois ainda por cima voltei a viver com ele e podemos partilhar experiências como adulto que não tivemos oportunidade quando erramos crianças, pois ele é seis anos mais velho. Foi mesmo muito gratificante para mim.

- Quando é que o seu irmão vem para o Sp. Braga?
"Se fosse por minha vontade vinha já. Se pudesse fazia a minha carreira, até ele terminar, sempre ao lado dele. Vamos ver o que o futuro nos reserva e não sei se é possível voltar a concretizar isso. O que posso dizer é que é um desejo meu voltar a jogar com o meu irmão, mas acima de tudo, tal como o Raúl Silva disse, estamos muito bem servidos de centrais no Sp. Braga, e há que olhar para a frente e encarar o futuro com otimismo.

- O seu melhor golo foi aquele no Jamor na final da Taça de Portugal?
"Vou ter de eleger esse pela importância que teve, até porque foi o primeiro troféu. Ainda hoje me arrepio a ver esse momento e acho que até ao fim da minha vida vai sempre arrepiar porque foi mesmo especial.

- Que jogo o marcou mais na sua carreira?
"A minha estreia como profissional com 17 anos. Tinha ido sozinho para o estrangeiro, para o Arsenal, e foi o culminar disso, de uma decisão muito difícil para mim, para os meus pais e para o meu irmão. Nessa altura o meu irmão até estava lá no estádio, pois ele já tinha ido também jogar para Inglaterra. Depois, ao longo da carreira, vamos tendo jogos especiais e já tive muitos, felizmente."

- Quem é que o mais marcou na carreira?
"Para mim é muito fácil, foi o meu irmão. O meu pai não tive oportunidade de o ver jogar, apenas sei pelo que a minha mãe me disse, mas depois de presenciar a progressão da carreira do meu irmão, que foi conquistada a pulso, é o maior exemplo que tenho para seguir na minha carreira e para quem olhei sempre como um ídolo. Claro que os meus pais, cada um à sua maneira, também me ajudaram muito e foram muito importantes na minha carreira."
Por António Mendes
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