Wender: «O João Tomás tirou-me muitos golos e nem um jantar pagou»

Antigo atacante recorda jogo em Verona onde marcou golo "com o ombro de Deus"

• Foto: Instagram

Wender esteve cinco épocas e meia ao serviço do Sp. Braga como jogador e, mais recentemente, já treinou a equipa B dos guerreiros. Uma carreira que o próprio não consegue dissociar dos guerreiros do Minho, onde viveu momentos marcantes.

As suas contas apontam para 47 golos apontados pelo Sp. Braga, onde fez questão de incluir os tiros certeiros na antiga Liga Intercalar. Mas Wender tem uma explicação para o facto de o número de golos não ser ainda maior: João Tomás.

"Se tenho 47 golos no Sp. Braga, devia ter uns 55... O João Tomás tirava-mos. Ele tirou-me muitos golos e ficou prometendo lanches e jantares. Eu fazia-lhe assistências e nem um jantar pagou", gracejou Wender, de 45 anos.

Um dos golos de Wender foi marcado, diz o próprio, com "o ombro de Deus". Foi em Verona, em setembro de 2006, diante do Chievo. Uma eliminatória europeia que tinha começado com vitória minhota por 2-0, em Braga, a que responderam os italianos com idêntico 2-0. No prolongamento, Wender teve papel decisivo.

"O golo em Verona não foi com a mão, foi com o ombro, o chamado ombro de Deus! O Maciel meteu-se à minha frente, ele queria marcar, eu empurrei-o e a bola bateu-me na cabeça, no ombro e fez o efeito até a bola entrar. Importante foi depois ir buscar o prémio", atirou Wender, sobre um momento que valeu o acesso à fase de grupos da antiga Taça UEFA.

Ao longo desses anos, Wender privou de perto com um dos históricos capitães do Sp. Braga, Vandinho. "Quem se lembra do Philco?", perguntou aos colegas de debate Eduardo, João Cardoso e Castanheira. "Uma vez estávamos na sauna e o miúdo [em 2007/08 tinha 19 anos] estava empolgado porque íamos jogar contra um dos grandes. Ele estava entusiasmado, a comentar que tinha trabalhado bem nos treinos e que achava que ia jogar nesse jogo. O Vadinho olha para ele e diz: 'Ir para o jogo? Estás a brincar? Não tens um minuto e achas que vais para o jogo? Acorda!'", contou.

Wender fez parte da equipa que conquistou a Taça Intertoto, lamentou não ter conquistado troféus nacionais pelos arsenalistas e recordou ainda o clube que mais gostava de defrontar. "Por ser emblemático, os jogos com o Vitória de Guimarães eram os mais acesos e aguerridos, era um jogo que dá bastante garra, bom de se jogar, um clássico com nervos à flor da pele", apontou.

Por André Gonçalves
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