«A liderança do caminho para um 25 de Abril no futebol tem um rosto: Bruno de Carvalho»

Nuno Saraiva fala em ditadura no futebol

• Foto: Pedro Simões

Nuno Saraiva apelou, esta quarta-feira, a que se "inicie de vez o caminho para um 25 de Abril no futebol". "A liderança desse caminho tem um rosto, o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho. Mas tem de ser o povo, isto é os sócios e adeptos dos clubes, a querer essa mudança. Podemos ser rivais e ter ideias diferentes, mas se hoje a liberdade e a democracia nos une, amanhã não nos podemos fazer de esquecidos e manter o silêncio ou o comodismo e nada fazermos para combater todas as formas de ditadura que ainda se vivem neste país, e em especial no futebol", escreveu o diretor de comunicação do Sporting na sua conta de Facebook.

Num longo post no qual aborda as mensagens enviadas por Bruno de Carvalho ao plantel - e que Record hoje divulga na íntegra -, Nuno Saraiva sublinha que "esta prática de incentivo, balanço e até de crítica, tem 5 anos; abrange todas as modalidades e escalões; e tem sido entendida sempre pelos técnicos e atletas como benéfica e de criação de uma nova mística de campeão que, aos olhos de todos, está a ter resultados". "No Sporting existe um projecto, muito bem definido, com objectivos claros, identificados e aceites por todos os que o abraçam: conquistar tudo! E quem define estes objectivos é o presidente e a administração e direcção. O balanço de cada época é feito pelo presidente e pela administração e direcção, e não por funcionários. Sempre assim foi e sempre assim será", escreve.

"Esta época, se analisarmos os chamados 3 grandes, o Sporting foi o que somou mais pontos no ranking para Portugal através das competições europeias. Já ganhou a Taça da Liga e é o único que, estando na final, pode ganhar a Taça de Portugal. Com estes factos, haverá pelo menos um dos grandes que nada ganhará esta época. E isso será um desastre para quem aconteça. E vai valer tudo. Aliás, já vale tudo há muito tempo, mas agora tornou-se demasiado visível".

E aludindo a data que hoje se assinala em Portugal, o diretor de comunicação dos leões, prossegue: "Vivemos tempos difíceis em que a comunicação social deveria cumprir o seu papel, alertando e denunciando tudo isto. O dever de escrutínio implica, ou devia implicar, a denúncia constante dos jogos de poder nos bastidores e o combate à tentativa real de criação de uma ditadura no futebol. E não é isso que se comemoramos hoje, o fim de uma ditadura? Mas seremos todos tão hipócritas que só pensamos nas ditaduras políticas, e não somos determinados no combate diário contra vouchers, e-mails que indiciam alegados actos de corrupção e tráfico de influências, PowerPoints com o caminho definido para montar essa ditadura de um certo poder no futebol? Mas esse não é o papel de todos? Evitar actos ilegais e novas ditaduras sejam elas de quem forem, independentemente do sector de actividade?"

"O que está em causa não são posts ou mensagens do presidente do Sporting, ou as tentativas internas ou externas de desestabilizar o nosso clube. O que se pretende, de forma óbvia e evidente, é esconder o caminho para a ditadura que está a ser trilhado há muito tempo, eliminando o único que teve, tem e terá a coragem de combater esta teia estabelecida, e que não se limita ao combate, apontando caminhos alternativos que o tempo e as diversas instâncias internacionais têm adoptado e dado como os correctos", concluindo com o apelo que "se inicie de vez o caminho para um 25 de Abril no futebol".

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