Ataque à Academia de Alcochete: assim foi o dia de alegações finais

Bruno de Carvalho presente no Campus de Justiça

• Foto: Pedro Ferreira

19h48 - Terminou esta sessão de alegações finais do debate instrutório do ataque à Academia, no Tribunal de Instrução Criminal. A próxima sessão está marcada para esta terça-feira às 10h00. A decisão instrutória será tomada a 1 de agosto.

18h20 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, comparou os métodos da procuradora do MP, Cândida Vilar, com os da PIDE. "Há coisas que não podem acontecer depois do 25 de abril", disse.

17h49 - O advogado de Bruno Jacinto, antigo oficial de ligação aos adeptos do Sporting, também dirigiu duras palavras a Cândida Vilar, dizendo que a procuradora "queria que isto fosse um crime de terrorismo".

17h10 - O advogado que defende Bruno Monteiro diz que a procuradora Cândida Vilar fez "tábua rasa quanto à lei da investigação". "Este processo foi preparado e orientado para tentar chegar a um determinado objetivo. Objetivo esse que na minha ótica era tentar atingir o presidente da direção do Sporting Clube de Portugal", afirma Mário Batista.

16h50 - A sessão já foi retomada.

16h10 - Há um intervalo na sessão.

16h02 - O advogado de Mustafá continua a falar e diz que a droga encontrada na Casinha não era de Mustafá e que o indivíduo que, alegadamente, vivia nas instalações, chamado Jojó, confirmou isso mesmo às autoridades. O advogado estabeleceu mesmo uma comparação, questionando se Marcelo Rebelo de Sousa seria culpado se alguém visitasse Belém e ali deixasse droga.

15h45 - O advogado de Mustafá diz que ouviu barbaridades durante cinco horas e as alegações de Cândida Vilar "pareciam uma conversa de café". "O problema da senhora procuradora não é uma questão psicológica, é uma questão de visão".

15h37 - Começam as alegações do advogado de Mustafá.

15h00 - O advogado do arguido Ricardo Neves considera que o processo é nulo uma vez que devia ser da exclusiva competência da Polícia Judiciária: "Quiseram fazer parecer ao Mundo que estavam a fazer as coisas bem feitas mas a lei não estava a ser cumprida. A GNR e a PSP têm muito mérito mas deveria ter sido apenas a PJ a investigar".

Homem detido nas imediações do Campus de Justiça à margem do debate instrutório do caso Alcochete
14h48 - A sessão recomeçou no Campus de Justiça. Entretanto no exterior viveram-se momentos de alguma tensão, com uma pessoa a ser detida. Um homem estaria a filmar um agente da PSP e gerou-se uma troca de palavras, que acabou com o indivíduo a ser imobilizado e detido, para desespero de uma familiar.

13h47 - Bruno de Carvalho regressa ao tribunal acompanhado da irmã.

13h14 - Luís Miguel Henrique, advogado de Jorge Jesus, negou em declarações à CMTV que Jorge Jesus tivesse dado qualquer autorização à entrada dos adeptos na Academia de Alcochete. "O facto de uma frase ser dita muitas vezes não a torna verdade. Em momento algum naquele fatídico dia Jorge Jesus sabia ou deu qualquer autorização ou fez qualquer coisa que se parecesse com um sinal de conconcordância. É mentira. Não aconteceu", começou por dizer, afirmando que, "alguns meses antes, em determinado momento, as claques tinham chegado à Academia e houve um momento de diálogo". "Isso é público", sublinhou

«É mentira. Não aconteceu»: advogado de Jorge Jesus desmente acusação sobre entrada na Academia

13h00 - Aníbal Pinto, que representa alguns dos arguidos, também falou aos jornalistas: "Dos meus quatro constituintes, três já viram alterada a medida de coação para PH, a obrigação de permanência na habitação. O outro aguarda a decisão do juiz. Considero que vai aplicar a todos os arguidos que estejam em igualdade de circunstâncias.

Aníbal Pinto nega terrorismo em Alcochete: «Poderia ser um filho meu»
Entendo que não há minimamente a possibilidade de os arguidos serem condenados por terrorismo. Há uma diferença muito grande entre terrorismo e hooliganismo. O hooliganismo é um fenómeno muito preocupante no futebol nacional e internacional, foi banido da Inglaterra. Como? Não foi com penas de prisão, foi com proibição de as pessoas que têm comportamentos antidesportistas de irem ao futebol. À hora do futebol estão numa esquadra. O que aconteceu em Alcochete foi muito grave mas não é aquilo que querem pintar. Dizer que isto é terrorismo é uma ofensa às famílias das vítimas de terrorismo."

12h50 - O advogado de Mustafá, Filipe Coelho, mostra-se confiante sobre o pedido de libertação: "São factos novos que nos permitem ter essa aspiração e estamos seguros de que poderão ter uma boa recetividade por parte do juiz. O juiz Carlos Delca parece ser uma pessoa de coragem."

12h32 - Nova pausa na sessão e Bruno de Carvalho deixa as instalações com a irmã. O advogado do antigo presidente do Sporting só vai falar da parte da tarde.

12h24 - O advogado de João Gonçalves afirmou que foi Jorge Jesus e não Bruno de Carvalho quem autorizou a entrada dos adeptos na Academia de Alcochete.

11h48 - O advogado Melo Alves falou aos jornalistas: "Se porventura o tribunal me der razão, a acusação tinha de cair toda. Fim da prisão preventiva? Digo isso não só pela família, mas por razões técnicas. Neste momento já não se justifica os arguidos estarem em prisão preventiva. Neste momento a família sportinguista está dividida e questiono se, tendo várias pessoas presas, isso não contribui para que se divida ainda mais".

11h44 - Há agora uma pausa na sessão. Bruno de Carvalho vem fumar ao exterior.

11h43 - Já falou o advogado de Elton Camará.

11h07 - Carlos Melo Alves, advogado de Emanuel Calças, apela à emoção do juiz. Lembra que há muitas famílias presentes e que são arguidos muito jovens.

10h58 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, mostra-se indignado porque, garante, não teve acesso às novas provas anexadas - terá pedido uma versão digital. O juiz responde que o advogado pode ir ao tribunal do Barreiro consultar o processo, como fizeram outros advogados.

10h57 - Fala agora Melo Alves, advogado de vários arguidos. Refere ter ficado chocado com a atitude da procuradora.

10h48 - O advogado de Mustafá fez um pedido de libertação imediata do líder da Juve Leo.

10h37 - Segundo a CMTV, a sessão ainda não começou e deve prolongar-se para a tarde, dado o elevado número de arguidos. Recorde-se que a procuradora Cândida Vilar não estará presente, mas sim representada, pois está de férias.

10h02 - A irmã de Bruno de Carvalho, Alexandra Carvalho, chegou às instalações pouco depois do ex-dirigente leonino.

Bruno de Carvalho chegou ao Campus de Justiça em silêncio


10h00 - Bruno de Carvalho chega ao Campus de Justiça acompanhado do seu advogado. O antigo presidente do Sporting não quis falar aos jornalistas.

- Decorre esta segunda-feira no Campus de Justiça mais um dia de alegações finais no processo do ataque à Academia de Alcochete. Siga aqui todos os desenvolvimentos ao minuto.

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