Bruno de Carvalho e Alcochete: «Mandante? Era como mandar alguém bater nas minhas filhas e mulher»

Repudia acusação "implícita" na nota de culpa e diz que nada teria acontecido com ele na Madeira e na Academia

• Foto: Pedro Catarino

Bruno de Carvalho recordou esta quinta-feira os episódios sucedidos no aeroporto do Funchal depois do jogo com o Marítimo e na Academia de Alcochete, poucos dias depois. O presidente do Sporting reiterou que disso teria acontecido caso ele estivesse presente.

"A tristeza depois disto tudo são duas coisas. A primeira é não ter estado na Madeira, porque tenho a certeza absoluta de que não se passava nada daquilo que se passou no aeroporto e que só tivemos conhecimento 10 ou 12 dias depois. Se estivesse lá, garantidamente dentro do cordão policial não estava nenhum adepto. Segundo, só tenho pena que, ao contrário do que tinha combinado com os jogadores, que era estar na Academia às 16 horas, que tenha vindo a capa do Cashball e que nos obrigou a estar eu, o André [Geraldes] e a restante administração em várias reuniões e que não me permitiu estar na Academia. A AG de dia 23 não acontecia de certeza, porque ou tinha morrido ali e não havia necessidade de destituição porque já não estava cá, ou não acontecia nada porque eu tinha corrido com aquelas pessoas dali. O preciso momento em que entravam era o preciso momento em que saíam", referiu na Sporting TV.

Ainda sobre o ataque na Academia, Bruno de Carvalho sublinhou que o principal crime foi cometido contra a instituição Sporting e, portanto, contra si, enquanto presidente do clube e da SAD: "As pessoas ainda não se aperceberam que aquele ato criminoso foi contra mim? Primeiro contra o Sporting, mas já viram que o crime foi contra mim enquanto representante máximo do Sporting e da SAD? Isto está tudo subvertido. As pessoas afetadas foram os jogadores, mas o crime foi contra o Sporting".

Num programa onde Jaime Marta Soares não marcou presença apesar de ser convidado, o presidente do Sporting lamentou este facto e reiterou que a nota de culpa que o suspendeu de funções deixava implícito que foi ele o mandante dos acontecimentos de Alcochete: "Tenho penas que as pessoas não estejam aqui [em debate] para dizer por que é que isto não é um crime contra mim mas sim algo mandado por mim. Isto era quase como eu mandar alguém ir a minha casa e bater nas minhas filhas e na minha mulher".

Por Luís Miroto Simões
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