Bruno de Carvalho faz o "resumo verdadeiro da última AG"

Dos "gritos" de Carlos Severino e Madeira Rodrigues aos motivos para o fim da reunião magna, entre críticas à mesa da AG

• Foto: Luís Manuel Neves

Bruno de Carvalho apresentou o "resumo verdadeiro sobre a última Assembleia Geral" do Sporting, no sábado, contando os pormenores dos últimos instantes da AG. Entre os gritos de Carlos Severino e Pedro Madeira Rodrigues, aos motivos para ter sido colocado um ponto final na reunião magna, o presidente leonino tratou de elucidar os adeptos, deixando críticas à atuação da mesa da AG, liderada por Jaime Marta Soares.

"Carlos Severino começou aos gritos do lugar dele dizendo para mim: 'És um mentiroso. Queres ser dono do Clube compra-o. Andas a pagar almoços com o cartão do Sporting (nota: que não existe!)'. Perante isto pedi ao Presidente da MAG para actuar em conformidade. Não o fez. Carlos Severino dirigiu-se à mesa onde estava a MAG e o CD chamando nomes a todos, mandando membros do CD 'baixar a bolinha' e oferecendo-lhes 'porrada'. Mais uma vez foi pedido ao Presidente da MAG para agir correctamente e este apenas disse a Carlos Severino que se fosse sentar pois não estavam criadas condições para ele falar. Mesmo em democracia um comportamento destes devia ter levado à explusão do associado da sala", começou por explicar Bruno de Carvalho numa publicação no Facebook, continuando: 

"Ao mesmo tempo quando pedi a palavra para responder a Carlos Severino este começou novamente aos gritos a chamar nomes ao que lhe pedi para se calar pois estava eu a falar. Nessa altura um associado amigo de Rui Morgado, e que estava ao seu lado, começou a gravar com o telemóvel - facto que é proibido. Alertei a MAG e outra vez nada. Fiquei calado e perguntei à pessoa se estava a ficar bonito no filme, sempre na esperança que a MAG actuasse. Não foi feito nada. Mesmo em democracia quem não cumpre as regras deve ser expulso da AG", rematou.

Princípio do fim da AG

Para Bruno de Carvalho, o "fim da AG" começou quando foi colocada "a voto a decisão da mesa da AG de recusar os requerimentos" que visavam impedir a votação dos pontos 6 e 7 da ordem de trabalhos, precisamente os mais fraturantes - alteração de estatutos e o correspondente regulamento disciplinar.

"O tempo começou a passar e entre leituras de requerimentos e sua votação e contagem as pessoas foram-se 'virando' contra cada vez mais e era notória que a esmagadora maioria dos associados ainda presentes não queriam debater o ponto 6 e 7 (que só tem "polémica" para os aziados e grupos e grupinhos que vivem à volta do nosso Clube e que têm eco na Comunicação Social que quer é esconder os vouchers/emails/jogos para perder e nos heróis do teclado da net)", vincou, lembrando a tal comparação com a AG da Liga por não deixar que as suas propostas fossem debatidas.

Foi então que fez o anúncio da possível demissão, acrescentando agora que a mesma foi "gravada ilegalmente pelo associado Miguel Ferreira Pinto": "Assim a AG não foi suspensa mas sim terminada pois já não havia mais pontos a votação pois o CD retirou os 6 e 7 em falta. Como eu disse no meu discurso público até podiam ter votado 100% contra as mesmas. Agora não admito desrespeito por parte de ninguém ao trabalho que fazemos em prole do Sporting CP e que se agrupem aos estilo de conspiração terrorista para anti-democraticamente nem deixar debater propostas apresentadas pelo CD (depois de um amplo debate com todos os Orgãos Sociais executivos, os serviços do Clube e de recolher a sensibilidade geral e do próprio CL)."

As tentativas de agressão a Madeira Rodrigues

Sobre as tentativas de agressão a Pedro Madeira Rodrigues, Bruno de Carvalho confessou. "Não assisti a nenhuma confusão grave, tentativa de agressão, nem vi nenhuma polícia. Isso tudo deve ter acontecido após nós sairmos calmamente", admitiu, relatando o que se passou quando o candidato derrotado nas últimas eleições deixou a reunião magna: "Ao sair calmamente da sala PMR começou a gritar muito alto para mim que 'eu era uma vergonha, que isto não era o Sporting CP', eu olhei para ele mas nem perdi um segundo. Fui-me embora calmamente e sem necesssidade de nenhuma da segurança presente me escoltar ou acompanhar."

"Churrasquinho" de votos em 2011

Num dos pontos abordados por Bruno de Carvalho acerca dos acontecimentos da AG, o presidente do Sporting dá conta de revelações sobre votos queimados nas eleições de 2011, em que perdeu para Godinho Lopes.

"Foi revelado por Rui Morgado e João Sampaio, que tiveram conhecimento de uma infracção grave efectuada 'pelo Paulo Pereira Cristovão com conivência de Godinho Lopes', em que queimaram todos os votos (e com isso acabaram com a possibilidade de se saber a verdade daquela noite), numa acção que disseram ser 'um churrasquinho'. O problema é que, ao revelarem isto, também revelam que souberam de uma infracção grave e não a denunciaram, marcando de imediato uma AG para afastar o então CD", lembrou.


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