Coates gostava de voltar a atuar ao lado de ex-leão: «Se ele pudesse jogar novamente, escolhia-o»

Capitão do Sporting recorda conquista do título e fala do seu legado em Alvalade

• Foto: Luís Manuel Neves

Aos 30 anos e na sétima temporada de leão ao peito, Coates já conquistou um espaço na história do Sporting, algo alicerçado pela conquista do título nacional na última temporada. Em retrospetiva, numa entrevista concedida à UEFA, o central assume satisfação por esse facto, ainda que, humildemente, o relegue para segundo plano.

"Lugar na história? Talvez seja uma das coisas que as pessoas mais me dizem, mas não penso muito sobre isso hoje em dia. Claro que vencer o campeonato no ano passado foi muito importante para todos nós: para o clube, os jogadores, os adeptos, já que há muito tempo que isso não acontecia, mas temos que viver dia-a-dia, e às vezes é difícil pensar se algo é importante ou não para o clube. Pessoalmente, tendo sempre dar o meu melhor, e se as pessoas se lembrarem de mim pelo que fiz [na minha carreira], ficarei satisfeito", sublinhou, revelando algumas das suas missões enquanto capitão: "Faço o mesmo que outros fizeram comigo quando cheguei. Tento ensinar-lhes o que é o clube e a equipa, como é jogar aqui. Falo com eles sobre a pressão de jogar num clube tão grande como o Sporting. Tento fazer isso da melhor maneira que posso. Obviamente, não somos perfeitos e cometemos erros, mas aprendemos com o tempo.

Ainda num olhar ao passado, ao ser desafiado a escolher os dois jogadores de eleição para atuarem ao seu lado, o internacional uruguaio elegeu uma cara bem conhecida dos sportinguistas: Mathieu. "É a pessoa com quem penso que mais joguei aqui em Portugal. Retirou-se dos relvados, mas se ele pudesse jogar novamente não hesitaria em escolhê-lo, até por toda a sua carreira. Partilhei mais momentos com estes dois jogadores. Aprendi e continuo a aprender muito com ambos. E, depois, o Diego Godín, por causa do que ele significa para os uruguaios, e o que significa para mim, já que é um jogador de grande qualidade e também uma excelente pessoa", vincou.

A terminar, e a despeito de nunca ter "admirado nenhum jogador ou ter tido um ídolo", Coates assume que há uma caraterística que carrega desde a infância, intrínseca aos uruguaios: "Nunca nos rendemos e nunca desistimos, é isso que torna nos torna diferente". "Tem a ver com a forma como os uruguaios entendem o futebol. Procuramos dar o nosso melhor pela equipa até ao último minuto. Existem circunstâncias que acontecem durante uma temporada, ou num jogo [específico], onde aproveitamos a oportunidade para marcar", rematou.

Por Ricardo Granada
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