Dias Ferreira sugeriu segunda volta nas eleições... mas ficou sozinho

Restantes candidatos recusaram a ideia apresentada

• Foto: Vítor Chi

No debate entre candidatos à presidência do Sporting, Dias Ferreira lançou bem cedo o repto: caso o vencedor das eleições não tenha maioria, deveria ser realizada uma segunda volta para definir o novo presidente leonino. José Maria Ricciardi, Pedro Madeira Rodrigues e Rui Jorge Rego ouviram e recusaram a ideia.

"Queria fazer um repto a eles: se estão dispostos a assumir um compromisso escrito sobre se aceitariam fazer segunda volta caso não houvesse vencedor com maioria na primeira volta. Seria algo a estudar pela MAG e seria bem aceite sobre os sócios. Todos falam que falta uma segunda volta e não vejo nenhum impedimento legal. Não vejo nada nos estatutos contra. Seria algo para estudar e lanço o repto. Não vale a pena dizer que o presidente é fraco com 17 por cento. Parece-me que há alguns que lançaram a candidatura para ganhar com 15 por cento dos votos...", começou por atirar o candidato.

Ricciardi foi o primeiro a reagir e, ainda que admita entender a opção lançada, não concorda com a mesma. "Compreendo o que ele diz, tem problemas do foro estatutário. Tenho visão diferente e quem ganhar - espero que seja eu - vai conseguir, se fizer bom trabalho, captar os outros sócios que não votaram nessa candidatura mesmo que a percentagem seja muito baixa."

Já Pedro Madeira Rodrigues, mostrou-se satisfeito pelo facto de haver mais concorrentes do que nas anteriores eleições, mas admitiu que as segundas voltas causam confusão. "O ideal é que o presidente junte estas pessoas que estão aqui e pense como aproveitá-las. Todos temos contributos a dar. Logo no dia seguinte já teríamos os 100 por cento. O próximo presidente terá de dar este sinal e eu estou na melhor posição para fazê-lo. Senti na pele o que é ter opinião contrária e por isso vou ser respeitador de opiniões contrárias".

Por fim, Rui Jorge Rego lembrou que há "presidentes eleitos com 90 por cento a serem demitidos". "Não é uma grande questão, vemos presidentes eleitos com 90 por cento a serem demitidos. Não tem a ver com a percentagem de votos mas sim com falta de resultados. Isto tem a ver com 3 campeonatos em 40 anos."

Por João Socorro Viegas
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