FC Porto-Sporting da Liga: conheça o megaprocesso disciplinar instaurado pelo CD

FC Porto SAD, Matheus Reis e funcionários dos dragões estão entre os visados, na sequência dos polémicos incidentes no final do clássico de 11 de fevereiro

• Foto: José Gageiro/Movephoto
O Conselho de Disciplina da FPF instaurou um megaprocesso disciplinar na sequência dos incidentes ocorridos no final do jogo do campeonato entre FC Porto e Sporting, realizado a 11 de fevereiro.

FC Porto SAD, Matheus Reis e vários funcionários dos dragões estão entre os visados desta "convolação do processo de inquérito n.º 18 – 2021/2022, instaurado em 15.02.2022, tramitado na Comissão de Instrutores da LPFP, e concluído por esta em 09.05.2022", como revela o Conselho de Disciplina da FPF em comunicado.

Em causa estão, nomeadamente, agressões a Matheus Reis, levadas a cabo por funcionários da manutenção da publicidade estática do Estádio do Dragão, os denominados coletes azuis. O processo inicial incluía ainda factos como o arremesso de cadeiras de plástico para o relvado ou ainda o arremesso de um projétil para dentro das quatro linhas.

"O processo foi enviado, dia 17 de maio de 2022, à Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, ficando excluída a publicidade até ao fim da instrução", acrescenta o órgão presidido por Cláudia Santos, na informação disponível no site da FPF.

No texto relativo ao processo disciplinar n.º 110 - 2021/2022 , são revelados os agentes desportivos relativamente aos quais o CD vai apurar as responsabilidades. "Instauração de processo disciplinar a João Paulo Vieira de Sousa, a Ricardo Manuel Vasconcelos Carvalho, a Carlos Miguel Alves Carvalho, à Futebol Clube do Porto – Futebol SAD, a Matheus Reis de Lima, a Manuel Silva, a Cláudio Filipe Nova e a Carlos Elias, por deliberação da Secção Profissional, de 17 de maio de 2022, tendo por objeto factos ocorridos em jogo a contar para a Liga Portugal BWIN", refere a decisão do Conselho de Disciplina.

Diretores e coletes

Entre os nomes referidos, João Sousa, Ricardo Carvalho e Carlos Carvalho são diretores do FC Porto, ligados à direção de campo e de segurança.

Manuel Silva, Cláudio Filipe Nova e Carlos Elias, segundo Record apurou, são funcionários de uma empresa contratada pelo FC Porto que estavam de serviço no jogo, o que significa que foram eles os portadores de coletes identificados por parte das agressões, nomeadamente a Matheus Reis.

Risco de interdição

O Sporting, recorde-se, tem vindo a bater-se pela interdição do Estádio do Dragão, cenário que continua de pé, mas dependente da interpretação do CD.

As agressões a jogadores do Sporting perpetradas por elementos credenciados pelo FC Porto podem levar à aplicação do Artigo 118.º do Regulamento Disciplinar, relativo a "inobservância qualificada de outros deveres", que determina a interdição de um a três jogos. O mesmo prevê somente a aplicação de multa, opção seguida no passado em casos como a agressão a Pizzi por um adepto, no Dragão, em 2017/18 (2.860 euros), bem como a um árbitro assistente pelo ‘Diabo de Gaia’, na Luz, em 2008/09 (2.600 euros).
Por Vítor Almeida Gonçalves
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