Francisco Zenha: «Dinheiro da NOS? Benfica e FC Porto anteciparam mais de 100 milhões»

Vice-presidente dos leões dá exemplo dos dois rivais

• Foto: Vítor Chi
Francisco Salgado Zenha, vice-presidente do Sporting, refutou esta quarta-feira que o Sporting esteja à beira da falência, esclarecendo alguns aspetos presentes no prospeto comunicado pela SAD.

"Não há falência técnica porque os resultados do primeiro trimestre deste exercício foram positivos. Não faz sentido dizer que o Sporting está praticamente falido. Temos de olhar para os factos. Nenhum banco fez tomada firme em nenhuma SAD de clube nos últimos anos. Podemos conviver com esse facto, mas não tem nada a ver com este caso em particular. Risco de não atingir os 15 milhões? O facto de haver mínimos em empréstimos obrigacionistas é normal", referiu na SIC Notícias.

Questionado sobre a antecipapção de 28 milhões de euros do contrato dos direitos televisivos com a NOS, Francisco Zenha deu o exemplo dos dois rivais: "O Benfica e o FC Porto já anunciaram cada um a antecipação de mais de 100 milhões dos direitos televisivos. O valor do contrato da NOS com o Sporting é de 515 milhões de euros a 12 anos. Temos mais de 400 milhões se quisermos para antecipar e não o fizemos ainda".

O 'vice' leonino explicou ainda que "existem campanhas pelo medo da situação financeira do Sporting que foram arrastadas por determinadas pessoas até este momento": "Têm tentado boicotar esta operação, mas não conseguiram porque nós somos muito mais fortes. Quem? Pessoas, não interessa quem. Não conseguiram, não conseguem e não vão conseguir".

O dirigente admitiu que "o Sporting tem necessidades de tesouraria e tem de cumprir, como todas as empresas do Mundo" e afirmou que, "se não conseguir, tem de arranjar alternativas e há vários planos": "Queremos cumprir com o plano que temos delineado. O que está a ser feito está tudo no nosso programa de campanha, estamos a cumprir o que prometemos. E vamos fazê-lo".

A polémica com Bruno de Carvalho e as rescisões

Francisco Salgado Zenha deixou claro que toda a polémica à volta da detenção de Bruno de Carvalho não é o único fator que conta no processo das rescisões.

"A matéria de facto que existe para a rescisão ou não é muito ampla, não se baseia num fator. A postura desta administração - e já o provámos com Rui Patrício - é fazer tudo de forma amigável, mas sempre defendendo os interesses do Sporting. Foi o que fizemos no caso de Patrício. Não me parece que os clubes que contrataram estes jogadores tenham interesse em entrar em litígio com um clube com a dimensão do Sporting, nem nós temos interesse em levar isto até às últimas consequências se não for necessário. Mas vamos levar se considerarmos que não fomos ressarcidos como merecemos", concluiu.
Por Luís Miroto Simões
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