André Geraldes: «Havia a clara intenção de despedir Jorge Jesus. Foi o presidente quem me disse»

Antigo team manager do Sporting presta depoimento no âmbito do julgamento do ataque à Academia de Alcochete

17h04 - Testemunha dispensada. O julgamento prossegue na próxima terça-feira, dia 4 de fevereiro, com Misic e testemunhas abonatórios às 9h30, sendo que da parte da tarde serão Bruno César e Bryan Ruiz a serem ouvidos. De seguida, no dia 6, de manhã, o Tribunal contará com as declarações de Bas Dost e Doumbia e à tarde com Rafael Leão. No dia 7, será ouvido Frederico Varandas e ainda Petrovic.

16h47 - "Quem é que lhe disse isso?", questiona Miguel Fonseca, ao que André Geraldes responde: "Foi o presidente".

16h45 - "No primeiro ano, o treinador pediu para sair ou pediu só para lhe renovarem o contrato?", pergunta o advogado de Bruno de Carvalho a Geraldes. "Havia a intenção de despedir Jorge Jesus", respondeu.

16h39 - André Geraldes caracteriza a relação com Bruno de Carvalho como "uma relação normal, uma relação institucional". "Já afirmei que, em janeiro, o ambiente não ers o mesmo de depois de abril, mas o presidente já mostrava alguns sinais de instabilidade", disse André Geraldes.

16h16 - "Na reunião de 14 de maio, comparativamente com a de abril, Bruno de Carvalho estava mais calmo", apontou André Geraldes.

15h46 - "Objetivamente não, embora o ambiente potenciasse isso", responde Geraldes. "Bruno de Carvalho já tinha a intenção de despedir Jorge Jesus antes do jogo com o Marítimo", insiste.

15h45 - Antes do dia 15 de maio de 2018, teve conhecimento de alguma plano para fazer mal aos jogadores do Sporting? Pergunta do representante do Sporting, Miguel Coutinho. 

15h40 - "Ninguém me disse que ia haver uma invasão. Não. Não me recordo. Percebo que esteja a fazer a pergunta, mas não tenho mesmo memória", acrescenta.

15h37 - "Diria à pessoa que está abaixo de mim [oficial de ligação aos adeptos, Bruno Jacinto] para ir dizer ao diretor de segurança do clube", responde Geraldes.

15h31 - "Se alguém lhe tem dito que os adeptos iam à Academia qual era o procedimento?" Questiona a juíza Sílvia Pires.

15h23 - "No domingo à noite, após o regresso da Madeira, ficámos retidos junto ao balneário, no corredor de acesso à garagem de Alvalade", recorda André Geraldes.

15h21 - Admite ter recebido uma chamada do secretário técnico do Sporting, Vasco Fernandes, a perguntar se tinha conhecimento de uma ida de adeptos à Academia. "Não sei de nada disso, mas fala com o Ricardo Gonçalves", terá respondido. Foi-lhe depois perguntado a que horas tinha recebido esse telefonema: "Não tenho noção de uma hora concreta, mas foi depois de almoço."

14h57 - Sobre o que se passou no aeroporto da Madeira recorda: "O Fernando Mendes estava lá. Houve ali uma tentativa de controlar a situação. O próprio Jorge Jesus tentou acalmá-lo. Ricardo Gonçalves tentou acalmá-lo."

14h55 - "Durante a reunião com a equipa técnica, o presidente terá afirmado que o treino seria à tarde. Foi o Jorge Jesus que me disse após a reunião, numa conversa particular", adianta.

14h50 - "Havia claramente a intenção de despedir Jorge Jesus", adianta. Bruno de Carvalho tê-lo-á assumido. "Eu opus-me porque não concordava".

14h40 - Foram juntos para a academia? "Sim."

14h37 - "Objetivamente, não tive", responde Geraldes, quando questionado se teve conhecimento antecipado da ida dos adeptos à Academia. Diz que tomou conhecimento da invasão através das imagens televisivas, em Alvalade, onde se encontrava com Bruno de Carvalho.

14h32 - A quem respondia diretamente? "Ao presidente Bruno de Carvalho"

14h30 - Começa a ser ouvido André Geraldes, team manager do Sporting á data dos factos.

12h44 - A testemunha é dispensada. A sessão é interrompida e será retomada às 14 horas. Entretanto, Aleluia alega estar doente e é dispensado pela juíza da sessão da tarde.

12h39 - Garante que nunca disse a Bruno de Carvalho querer sair do clube. Mas disse a Jorge Jesus que queria sair. "Quando recebi uma proposta."

12h15 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, pergunta à testemunha como era a sua relação com o seu constituinte, ao que o jogador responde "normal". Admite que trocava mensagens e Whatsapp com Bruno de Carvalho.

12h06 - Rocha Quintal, advogado de Mustafá, questiona o jogador. "Tem alguma coisa de mal a dizer sobre Nuno Mendes?" William responde que "não".

12h06 - As chamadas para Mustafá eram "no âmbito do futebol" e também pessoal: "Olá, tudo bem, como vai isso", conta William.

12h01 - "Era uma relação boa" com Mustafá, confessa. Almoços? "Só me recordo de um. Não sei a data,  mas foi antes de abril, antes do jogo com o Atlético Madrid.

11h48 - O advogado de Valter Semedo questiona William, que diz que o arguido estava calmo. Garante não conhecer a mãe do arguido.

11h50 - O advogado de Mustafá troca impressões com o seu constituinte, com o advogado de Bruno de Carvalho a juntar-se a eles, numa salinha própria para o efeito.

11h44 - O jogador assume ter contratado um segurança pessoal após o ataque à Academia.

11h25 - Na conversa após a invasão, William diz que ouviu mais do que falou. "Pareceu-me calmo", conta, referindo-se a Aleluia.

11h21 - Juíza revela que William Carvalho ligou duas vezes para Aleluia no dia do ataque (18h09 e 20h43), sem sucesso, já que Élton Camará não atendeu. William diz que terá ligado para tentar perceber o que tinha acontecido.

11h20 - Confirma também a chamada de Bruno de Carvalho para Mustafá no final da reunião, a desmentir a informação. Depreendeu que seria mesmo Nuno Mendes.

11h13 - O antigo jogador confirma ter feito esta acusação ao presidente na reunião que se seguiu à derrota com o Atlético de Madrid. Diz que falava esporadicamente ao telefone com Nuno Mendes, Mustafá.

11h10 - "Houve um dia em que o Mustafá ligou a dizer que o presidente lhe tinha ligado a dizer para atacar os carros dos jogadores", refere. "Foi ele que me ligou."

11h08 - Williams não se lembra se na referida reunião houve alguma referência à hora do treino do dia seguinte.

11h05 - Sobre a reunião de 14 de maio, com Bruno de Carvalho: "Lembro-me de o presidente ter dito que 'indepentemente do que acontecer, estamos juntos!'"

11h00 - Diz que não se apercebeu da conversa e muito menos do teor da mesma entre Fernando Mendes e Acuña. Apesar de ter-se apercebido da presença do membro da claque.

10h55 - O jogador recorda o sucedido no aeroporto da Madeira, depois do jogo com o Marítimo: "Chamaram-nos muitos nomes e gritavam para nós", refere, antes de dar conta de uma "confusão" no caminho para o autocarro.

10h48 - Recorda-se de ter conversado com Aleluia no exterior do edifício, mas não se lembra muito bem do teor da conversa.

10h40 - "Fiquei admirado de o ver ali e perguntei-lhe o que é que se estava a passar", conta William, admitindo que têm o contacto telefónico um do outro.

10h37 - William diz que Valter Semedo "estava com máscara". Ainda assim reconheceu-o? "Sim".

10h26 - O jogador confirma ter sido rodeado e agredido por "três ou quatro" invasores. "Bateram-me no peito e nas costas, enquanto tentavam tirar-me a camisola, dizendo que não era digno de a vestir"

10h22 - Quantos entraram? "40. Mais do que os jogadores, eram. O Valter estava no balneário."

10h16 - William Carvalho começa por confirmar que conhece cinco elementos da claque: Aleluia, Valter Semedo, Fernando Mendes, Mustafá e Bocas (Tiago Silva).

- Hoje de manhã será ouvido William Carvalho, um dos capitães do Sporting à data dos factos, que atualmente joga em Espanha, no Betis. O jogador presta depoimento por skype. À tarde será ouvido André Geraldes, à época team manager do Sporting.

- Bom dia, seja bem-vindo a mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia do Sporting, um processo que tem 44 arguidos, incluindo Bruno de Carvalho, e que decorre no Tribunal de Monsanto.
Por João Lopes
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