Mesa da Assembleia Geral responde à direção do Sporting: «'Ata' ardilosamente construída»

Órgão social pede à Procuradoria que investigue

Poucas horas depois da direção do Sporting ter enviado aos sócios uma ata não assinada da reunião da passada quinta-feira, a mesa da Assembleia Geral respondeu através de um comunicado de quatro pontos. No documento, este órgão acusa a Direção, presidida por Bruno de Carvalho, de construir "ardilosamente" o documento. No mesmo comunicado é solicitado à Procuradoria-Geral da República uma investigação sobre mail divulgado pela Direção.

Defendendo a "ilegalidade" do documento divulgado, o órgão social leonino liderado por Jaime Marta Soares ainda defende que a divulgão do mesmo "causa danos à imagem e honra do Sporting" uma vez que contém um "conjunto vasto de falsidades".

Leia na íntegra o comunicado:

Comunicado da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal

 Em face da divulgação pública durante o dia de hoje, por parte do Conselho Directivo, de um documento designado "Acta da reunião dos órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal de 24 de Maio", o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, bem como todos os membros demissionários da Mesa da Assembleia Geral, vêm esclarecer os Sócios do Sporting Clube de Portugal em conformidade e nos seguintes termos:

 1) O documento em causa não reflecte o teor da reunião plenária dos Órgãos Sociais do Clube realizada no passado dia 24 de Maio, não foi exibido, nem lido, nem assinado por qualquer um dos presentes. Para além disso, uma vez que não constitui qualquer acta do Clube, a sua designação e divulgação como tal, causa danos à imagem e honra da Instituição Sporting Clube de Portugal.

2) O teor da referida – mas inexistente – "acta", ardilosamente construída, encontra-se manipulado, truncado e incompleto, contendo um conjunto vasto de falsidades, de intervenções parcialmente transcritas e outras totalmente descontextualizadas.
 
3) Para além de ilegal, nos termos gerais de Direito, a divulgação pública do documento em causa preenche também, objectiva e subjectivamente, uma prática criminosa que não pode deixar de merecer a respectiva censura e resposta, pelo que, na defesa dos interesses do Sporting Clube de Portugal enquanto Instituição de Utilidade Pública Desportiva, considera-se que se impõe sobre a Procuradoria-Geral da República uma investigação sob a situação da designada "acta", tendo também sobretudo em conta que a sua divulgação pública constitui prática dolosa e enganosa.

4) Por último, por entender que não pode, nem deve, estar constantemente a responder a provocações e práticas ilegais constantes do Conselho Directivo, que apenas prejudicam a imagem e os destinos do Clube, vem a Mesa da Assembleia Geral esclarecer que só se pronunciará, como é sua prática, nos termos estatutários e sempre na defesa dos superiores interesses do Clube 

A Mesa da Assembleia Geral"



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