Marçal Grilo: «Conselho Leonino é complicómetro»

Ex-conselheiro leonino antevê assembleia geral de sábado

RECORD - Concorda com a alteração dos estatutos: sim ou não? Porquê?

MARÇAL GRILO - Concordo sobretudo com a extinção do atual Conselho Leonino, que é um órgão que pela sua constituição não representa uma mais-valia. As questões que ali são discutidas assentam numa lógica que não interessa ao clube. É mais um 'complicómetro' do que outra coisa. Não sendo um órgão deliberativo, acaba por estabelecer um pouco de confusão nos órgãos sociais.

R - O novo regulamento disciplinar coloca em causa a liberdade crítica dos sócios?

MG - Em tudo o que sejam organizações de pessoas tem de haver um código de conta para se perceber que há limites para tudo. O que não pode haver é um regulamento disciplinar que ponha em causa liberdade de expressão dos sócios, mas defendo que tem de existir um código de conduta. Porque quando se ultrapassam as linhas vermelhas, tem de haver sanções.

R - Votará a favor ou contra a continuidade dos órgãos sociais? Porquê?

MG - Em matéria de decisões de fundo, o clube tem de estar reconhecido a quem foi capaz de tornar o Sporting mais eclético, ter colocado o clube na discussão de todos os títulos, ter feito um saneamento financeiro que tem de ser elogiado, além de ter construído o pavilhão João Rocha, que é magnífico. Agora, se concordo com a forma como a direção se tem posicionado ou se concordo com a linguagem utilizada? Claro que não. Sou manifestamente contra essa forma de nos exprimirmos e não é assim que o Sporting se deve posicionar na sociedade.

Artigo publicado na edição de 13 de fevereiro de Record. Durante esse dia, anunciou a renúncia ao mandato no Conselho Leonino.
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