Ministro da Administração Interna diz que Sporting recusou colaborar com a IGAI

Eduardo Cabrita apresentou as conclusões do inquérito às celebrações do título

• Foto: Paulo Calado

O Sporting não colaborou com a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) nas diligências para o inquérito sobre os festejos do título do campeonato, a 11 de maio, afirmou esta sexta-feira o ministro da Administração Interna.

Eduardo Cabrita apresentou hoje as conclusões do inquérito às celebrações do Sporting e sublinhou que o clube de Alvalade "não respondeu a qualquer pedido de esclarecimento".

"Foram feitas diligências junto de um número variado de instituições. Todas responderam, colaboraram com a inspeçao geral. O Sporting não respondeu a qualquer pedido de esclarecimento feitos pela IGAI. A IGAI faz estes pedidos nos termos de competências próprias no artigo 4º nº6 da lei orgânica Decreto-lei 2021, 15 março. Esta estabelece poder de se dirigir a entidades públicas e privadas no âmbito do mandato. Isso é requerido ao Sporting enquanto entidade publica e tem obrigação especial de cooperação", afirmou.

"As responsabilidades da manifestação são do Sporting e a PSP não pode obrigar a que sejam cumpridas as suas indicações. Depois há o dever de colaboração. Era importante que o Sporting e a Sporting SAD tivessem respondido aos pedidos da IGAI, quanto ao direito de manifestação foram três cidadãos supostamente relacionados com uma claque", sublinhou avançando que a IGAI vai agora analisar como foi possível que milhares de adeptos se tivessem reunido junto ao Estádio José Alvalade.

Cabrita esclareceu ainda que a manifestação de adeptos junto ao recinto não está englobada no quadro de ajuntamentos permitidos por lei - religiosa ou política. E o que aconteceu em maio foi um uso "abusivo" desse direito.

Sobre o quadro da celebração da noite de 11 para 12 maio, Cabrita sublinhou realçou "o papel desempenhado pela PSP" ao longo da passagem "dos dirigentes e atletas ao longo da cidade de Lisboa entre o estádio e o Marquês de Pombal e nessa zona". "Destacando as condições difíceis em que foi assegurada a ordem pública, os meios empregues e profissionalismo dos profissionais da PSP que evitaram incidentes de gravidade significativa".

Segundo o governante, ficou provado que não terão sido cumpridas ordens da Direção Nacional da PSP sobre como deveria ser efetuada a fiscalização e o controle de pessoas a partir das 14 horas desse dias.

Por Record
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