«Os jogadores do FC Porto estão habituadíssimos a dar toques com a intensidade necessária»

Miguel Braga, responsável de comunicação do Sporting, questiona decisões de arbitragem do clássico

O clássico já lá vai mas deixou marca. Na noite desta segunda-feira, na Sporting TV, o responsável de comunicação do Sporting considerou que "existiram certas decisões que acabaram por ter influência direta no resultado", desde logo quando o árbitro Luís Godinho assinalou penálti de Zaidu sobre Pote, expulsando o jogador do FC Porto, antes de reverter a decisão após consulta ao VAR, nos descontos da primeira parte.

"O que se vê na imagem é o Pedro Gonçalves a olhar para a bola e o Zaidu está com certeza a controlar as costas do Pedro Gonçalves para perceber com que intensidade é que lhe pode tocar. Porque sabe que com uma intensidade muito grande seria penálti… Mas os jogadores do FC Porto estão habituadíssimos a dar estes toques com a intensidade necessária para os árbitros não assinalarem falta, o que eu acho extraordinário", disse Miguel Braga, no "Raio-X", o novo espaço de comentário semanal do canal do clube, formado por um painel de que fazem parte ainda o ex-árbitro Pedro Azavedo e Manuel Fernandes, antigo capitão dos leões. "A tal agressividade de que eles falam é violência. Isto é o que se diz ‘jogar à FC Porto’", acusou Manuel Fernandes, a propósito das entradas de Zaidu sobre Porro e de Otávio sobre Coates.

Segundo Miguel Braga "tem havido uma dualidade de critérios acentuada nos últimos anos" com prejuízos para o Sporting. "Chegou a altura de dizer basta. Nós não queremos mais do que os outros, queremos as mesmas regras dos outros", afirmou.

A expulsão de Rúben Amorim, na sequência do penálti revertido, será um exemplo dessa dualidade, na visão dos leões, como aliás o próprio treinador denunciou em conferência de imprensa. "Faço mea culpa, porque não deveria ter tido o que disse. Agora, eu ouço isto todas as semanas. E, no momento antes, ouviu-se pior, de outro sítio. O que me revoltou foi a dualidade de critérios", apontou Amorim.

Após serem exibidas imagens da transmissão televisiva do banco do FC Porto, onde se percebem algumas palavras de Sérgio Conceição, quando Luís Godinho assinala penálti, Miguel Braga questionou o critério da decisão. "Não sabendo fazer leitura labial, percebe-se o que Sérgio Conceição estava a dizer. Em princípio, aquele tipo de palavreado também não é admitido pelas regras da arbitragem em Portugal. E hoje em dia há outra particularidade, é que os estádios estão vazios. Por isso, se na bancada nós conseguimos ouvir, faz-me confusão que ninguém ouça o que diz o banco do FC Porto mas já ouçam o que disse o Rúben Amorim, expulsando-o. O que está aqui em causa é a dualidade de critérios", sublinha o responsável de comunicação do Sporting.
Por Record
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