Rogério Alves: «Bruno de Carvalho? Temos de confiar na justiça»

Presidente da MAG aborda a detenção do ex-dirigente leonino

• Foto: Vítor Chi

Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, referiu-se esta terça-feira à polémica em torno da detenção de Bruno de Carvalho dizendo que é necessário confiar na justiça.

"Procuro olhar com a máxima lucidez e tranquilidade. Vivemos momentos extremamente difíceis e dolorosos que causaram danos graves ao património do Sporting. Estamos a procurar a recuperaçao desses fenómenos. Temos um processo judicial, que possa apurar a verdade, no exercício do contraditório, concedendo às pessoas a opção de se defenderem. Estes aontecimentos não são bons. A justiça está a fazer o seu trabalho. Podemos criticar os moldes e o aspeto a, b, c ou d. É do interesse de todos perceber o que aconteceu, o que fez, por que e como fez. O Sporting tomou uma posição. Temos de confiar na justiça, porque é lá que o Estado delega o poder de descobrir a verdade e inocentar quem tem de ser inocentado. Quando se julga e absolve. Neste caso concreto, é uma situação que diz respeito ao Sporting, que lamenta enquanto instituição. Para o grande clube que somos, uma coisa é negativa. Temos de perceber que a justiça faz o seu caminho, que comete os seus erros. Fundamental é que se apure a verdade, no cumprimento das regras. Quero convencer-me que aquilo que é conforme com a lei é aquilo que está a ser feito", referiu na Sporting TV.

O dirigente afirmou ainda que é urgente travar as divisões internas no clube: "Nós não podemos continuar com este ambiente de chuvas ácidas, de ataques entre sportinguistas, que retiram força, união, sendo perfeitamente possível que discutamos, debatamos, com vivacidade, deliberemos, acatemos as decisões da maioria, mas com serenidade. Os nossos estatutos impõem-nos deveres como honrar o clube, manter a coesão, não atacar outros sócios ou dirigentes. É isso que lá está. O Sporting passou por momentos terríveis, de enorme confrontação, de linguagem bélica permanente, de ataques sistemáticos. Tudo aquilo que aconteceu. Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar. Não nos podemos esquecer do que aconteceu. Toda a instabilidade, toda a angústia, tudo aquilo que aconteceu. Todos nós temos de partir para uma nova era. Saber viver na divergência de forma cívica, fraterna, não só porque é isso que mandam os estatutos, mas também as regras da humanidade".

Respeitar as apostas da direção

Rogério Alves sublinhou a necessidade de respeitar o trabalho da atual direção do Sporting, realçando ao mesmo tempo o cuidado que é preciso ter em termos comunicacionais.

"Vivemos tensão de tudo o que está a acontecer. Com todo o respeito pela comunicação social, gosto de prestar informação, gosto de auxiliar a comunicação social... A verdade é que esta multiplicaçao constante de notícias, este mediatismo que permite ocultar fenómenos mais graves que se passam no futebol. Conquistámos o espaço público, tem algo que é prejudical. Como se muda? A primeira forma de mudar é alterarmos o nosso comportamento. Devemos olhar para o estatuto e para as identidades que alteraram os estatutos pareciam estar de acordo numa coisa. Dever cívico e improvável de respeito pelos sócios, começa pela nossa atitude. Parece tão difícil, mas será tão fácil se tomarmos essa atitude a bem do Sporting. Não podemos estar sempre a falar que a reunião faz a força e que acabaram as eleições e temos de estar todos unidos. O Sporting também será para dentro e para fora do reflexo que for aquilo os sportinguistas. Todos temos responsabilidades a todos os níveis. Podemos imaginar 2.000 mil fatores de opiniões, mas temos de saber conviver com elas, não podemos sobretudo contribuir para o enfraquecimento do Sporting", explicou.

"Esta direção teve desafios muito difíceis de resolver em tempo recorde. Desafios críticos. Como é possivel que sportinguistas tentem demolir o trabalho da direção que opera em dossiês críticos? Temos deveres com o Sporting e esses deveres são reforçados. Toda a gente compreende que se está a negociar com o sindicato bancário, como declarações de insolvência, são coisas danosas. Uma das coisas fundamentais é a confiança e estabilidade. Temos de reaprender a conviver e recentrar nos nossos adversários. É ai que temos de recentrar a nossa energia, mas de rivalidade. Não podemos cair na cilada de permanente sedução comunicacional. Na medida em que isso nos possa enfraquecer. Passa um pouco pela esquerda baixa, como se houvesse harmonia e ausência de turbulência. Esta direção que tomou posse há dois meses tem de ter a possibilidade de fazer as suas apostas, construir a sua estratégia e correr os seus riscos para bem do Sporting", concluiu o presidente da MAG.

Por Rafael Soares
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