Rogério Alves e as mensagens entre Geraldes e BdC: «A coisa tem mau aspeto mas não podemos tirar conclusões»

Reage às alegadas ligações entre o ex-presidente e o ataque à Academia de Alcochete

• Foto: Tiago Sousa Dias

Rogério Alves reagiu à notícia do 'Correio da Manhã', que deu conta de mensagens que ligam Bruno de Carvalho ao ataque à Academia de Alcochete, admitindo que não se devem fazer juizos antecipados, ainda que reconheça que "a coisa tem mau aspeto. O advogado, candidato à presidência da Mesa da Assembleia Geral dos leões, falou ainda do processo disciplinar ao ex-presidente.

Mensagens noticiadas pelo CM

"Não podemos tirar conclusões precipitadas. A coisa tem mau aspeto, digamos assim. Temos de aguardar. Não podemos pegar no facto A, facto B e facto C e construir uma tese. Temos de aplicar os princípios do estado de Direito a toda a gente, mesmo aos que possam não nos merecer simpatia".

Rescisões e processo a Bruno causam conflito de interesses?

"Dizer que se os jogadores não têm razão, não há motivo para haver processo, isso não faz nenhum sentido. Há zonas de interceção, mas têm reflexos jurídicos diferentes. Pode haver uma conduta errada do presidente que não seja suficiente para os jogadores rescindirem com justa causa mas que seja suficiente para um processo disciplinar. É um sofisma. Não há nenhuma geminação" 

Está contra os processos?

"A presidência anterior caracterizava-se por uma sistemática ameaça de processos judiciais. Eu próprio fui alvo. É a esse tipo de comportamentos que temos de dizer não. Mas nunca mais. Agora, se as pessoas violam os estatutos, que são muito claros... A culpa não é dos estatutos, é de como nós nos comportamos. Não gostava de ouvir o próximo presidente do Sporting sempre que fosse criticado a dizer que processaria A, B ou C, que recomendasse que não se visse televisão, que os comentadores saíssem das televisões... Estamos num espaço de liberdade, não vamos andar a marchar, somos pessoas livres. Os processos disciplinares devem seguir os seus termos. Não sou contra a existência, porque os há em todas a instituições. Agora, não podemos fazer do nosso dia a dia uma permanente distribuição de ameaças".

Por Luís Miroto Simões
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