Sporting-Sp. Braga: O clássico que vale mais que três pontos

A luta pelo título, a perigosa distância para os minhotos e o amuleto da sorte do presidente

• Foto: Miguel Barreira

Há 141 jogos que a história de Sporting e Sp. Braga se cruza, entre confrontos disputados em casa dos lisboetas (69), dos minhotos (70) ou mesmo no Jamor (2). O clássico entre leões e guerreiros do Minho já é muito mais do que um jogo, espelhando uma rivalidade crescente ao longo das últimas temporadas, com ponto alto na pior fase da história dos verdes e brancos, negativa o suficiente para que os arsenalistas reclamassem o estatuto de... ‘terceiro grande’.

O clássico de domingo valerá mais do que simples três pontos, sobretudo para o Sporting, pressionado pelo estatuto de candidato ao título, mas também pela eventual aproximação do rival Benfica e até do... Sp. Braga.

O que fazem águias e dragões

Domingo, às 20h15, os leões entram em campo conhecendo o resultado da receção do FC Porto ao Belenenses (sábado) e da visita do Benfica a Guimarães (domingo, às 18 horas). Caso os grandes rivais vençam os respetivos compromissos, a pressão multiplica e abate-se sobre os verdes e brancos, ainda mais obrigados a ganhar, sob pena, aliás, de verem o Sp. Braga aproximar-se.

Liderança ou queda

Para que o FC Porto não suba a vantagem para cinco pontos e/ou que o Benfica não o alcance na tabela, o Sporting tem de vencer o Sp. Braga. Isto partindo do princípio que águias e dragões vencem os seus jogos. Caso contrário, o Sporting pode sair vencedor da jornada, quiçá na liderança da Liga. No campo dos cenários, resta acrescentar que o Sp. Braga fica apenas a dois pontos do Sporting, caso vença em Alvalade.

Bruno de Carvalho e o talismã

Os confrontos com os bracarenses também fazem parte da história de... Bruno de Carvalho. O presidente do Sporting estreou-se na condição com um triunfo em Braga (3-2 em abril de 2013), tendo sido também contra este adversário que celebrou a conquista do seu primeiro troféu no futebol profissional: a Taça de Portugal de 2014/15, ganha nas grandes penalidades, com Marco Silva no banco, semanas antes de ‘roubar’ Jorge Jesus ao Benfica.

O regresso de Abel... ‘o terrível’

A 18 de dezembro do ano passado, o Sporting perde em pleno Alvalade com o Sp. Braga mas há um ‘leão’ que não esconde a felicidade. Abel, que coloca de lado os nove anos passados em Alvalade, veste o fato profissional, assume o comando dos minhotos, ajuda a derrotar os leões, afunda-os oito pontos (!) abaixo do líder Benfica, e... deixa a equipa principal do Sp. Braga. A comissão de serviço só contempla este jogo da 16ª jornada da Liga’2016/17, a ponte entre José Peseiro e Jorge Simão. Uma semana depois, volta a vergar os leões, mas no confronto entre equipas B para a 2ª Liga. Eis ‘Abel, o terrível’, sportinguista confesso pelos seus anos dourados enquanto lateral-direito, mas umbilicalmente ligado ao Sp. Braga, de onde, aliás, se transferira para Alvalade. Abel Ferreira haveria de assumir o comando dos guerreiros ainda antes do final da época passada e a tempo de perder em casa com o Sporting, irremediavelmente afastado da luta desde a derrota que o treinador lhe infligira.

Por António Adão Farias
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