Sporting-Vizela, 2-1: Só o coração resolveu

CRÓNICA

Sporting-Vizela, 2-1: Só o coração resolveu
Sporting-Vizela, 2-1: Só o coração resolveu • Foto: Fernando Ferreira
O Sporting conseguiu de forma muito sofrida a qualificação para a 6.ª eliminatória da Taça de Portugal. A equipa de Alvalade correu o sério risco de ficar pelo caminho e só operou a reviravolta mercê da raça de Sá Pinto e da inspiração do argentino Romagnoli, que, acabado de entrar, inventou a jogada do segundo golo, dando precioso auxílio para o consumar da reviravolta.

A debilidade do plantel, nomeadamente no que diz respeito à falta de alas, explica em grande parte o susto sofrido pelos leões. O Sporting apresentou um meio-campo de equívocos, com dois n.º 10, Carlos Martins e Nani, a actuarem como falsos extremos, e um nº 8, João Moutinho, a ter de desempenhar, em simultâneo, as tarefas de recuperador de bolas e de municiador do ataque.

Com uma intermediária formada por jogadores deslocados das posições de raiz, a bola não chegou aos avançados e os desequilíbrios pelas faixas laterais e as mudanças de ritmo pura e simplesmente não existiram. Sem Douala (selecção), Wender (dispensado) nem qualquer reforço de Janeiro com as supracitadas características, Paulo Bento olhava para o banco e nem aí podia encontrar soluções: quatro dos que lá estavam sentados até eram defesas...

O Vizela foi assim ganhando confiança ao deparar-se com a escassez de recursos ofensivos do adversário. Organizados, personalizados mas sem brilhantismo, os comandados de Carlos Garcia deram-se mesmo ao luxo de pressionar o adversário a meio-campo.

Inércia

O golo surgiu a 10 minutos do intervalo, explorando um erro de marcação da defesa contrária. A inércia leonina era tão grande que o Vizela, mesmo em vantagem, não teve necessidade de recuar substancialmente. Neste período, o Sporting só incomodou quando Nani, derivando para o centro do terreno, protagonizou um outro lance individual.

Na segunda parte, Paulo Bento fez duas substituições mas foi obrigado a manter o mesmo esquema táctico, em virtude da já citada falta de extremos. O coração e a raça de Ricardo Sá Pinto, entrado ao intervalo, resolveram, contudo, os problemas do jovem treinador.

O avançado “ganhou” a grande penalidade que ele próprio converteu, auxiliou a equipa até nas recuperações de bola e teve a coroa de glória já perto do final, ao obter o golo da vitória.

Esperança

Paulo Bento é co-responsável pela falta de soluções ofensivas no actual Sporting e, por inerência, do susto que os adeptos apanharam na noite fria de ontem mas teve também o mérito de saber jogar no banco com as poucas soluções de que dispunha. Mesmo perante um Vizela que nunca deixou de tentar a sorte, o técnico leonino arriscou, ao cair do pano, apostando numa estreia.

Romagnoli ajudou a materializar o domínio leonino. O argentino iniciou uma correria pelo centro do terreno, combinou com Liedson e o esférico sobrou para Sá Pinto no interior da área, que desviou com sucesso.

É mesmo lícito dizer-se que os 7 minutos que Romagnoli esteve em campo (tirando os descontos) foi o que de mais positivo coube em sorte aos poucos adeptos do Sporting que assistiram à partida. Pouco depois, o argentino ofereceu de bandeja o terceiro golo a Liedson, que este desperdiçou escandalosamente.

Os leões parece que conseguiram um bom reforço, apesar de se tratar de mais um nº 10...

Árbitro

Nuno Almeida (2). Há dúvidas na falta que origina o golo do Vizela e só admoestou Liedson com o cartão amarelo, apesar de o brasileiro ter agredido Cláudio (57’).
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