Torcida Verde e o ataque de 3 de maio: «A cultura de ódio e da violência vai continuar»

Claque, representada pelo líder, Luís Carlos Repolho, foi ouvida por vídeoconferência no Parlamento e apontou ao Governo

A Torcida Verde deixou esta terça-feira críticas ao Governo sobre o que diz serem ausências de ações contra a violência no futebol. Ouvido por vídeoconferência na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, Luís Carlos Repolho, um dos líderes daquela claque, lembra que os problemas ultrapassam há muito o que se passa dentro dos estádios, tudo isto tendo como base os acontecimentos de 3 de maio, em que membros daquele GOA foram atacados junto ao José Alvalade por 12 elementos alegadamente com ligações ao Benfica.

"A questão de fundo ultrapassa o dia 3 de maio. É algo que nos vem preocupando há muito tempo. Esse dia foi degradante. A emboscada só qualifica os seus intérpretes, a eles e a um sistema que está completamente falido. Segundo percebemos, porque nos foi dito pelas autoridades, estava programado e foi anunciado num blogue de ódio, com códigos cifrados. Como é que é possível não fazerem nada? A cultura de ódio e da violência vai continuar", sublinhou, numa audiência conduzia pelo deputado João Moreira, do CDS.

E prosseguiu, explicando que o cartão do adepto, medida executada pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), nada irá resolver. "Pedimos que sejam responsáveis. O que irá acontecer no futuro? O que é que acontece se a lei que vai impor o cartão do adepto falhar? Queremos, sobretudo, que assumam responsabilidades, porque nós temos assumido as nossas. Não somos mártires, mas estamos num ponto de indefinição", rematou.

Luís Carlos Repolho pede, neste sentido, e depois de interpelado pelos deputados do PS, Eduardo Barroco de Melo, e do PSD, Carla Madureira, que seja o Estado a assumir o controlo da bilhética, pois "os clubes e as SAD's, transitórios, fazem os cartões que quiserem". "Têm o poder de enfiar nos estádios quem quiserem", sustenta.

A fechar, o representante da Torcida lembra, também, que propôs, ainda em 2009, que os clubes fossem responsabilizados criminalmente caso apoiassem algum grupo organizado que cometesse ilegalidades. "Chamem os presidentes dos clubes e das SAD para explicarem como são feitos os apoios aos adeptos. Como disse, a violência vai continuar", rematou.

Por Bruno Fernandes
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