Varandas: «Ao primeiro desaire lá saem os esqueletos do costume...»

Presidente do Sporting aborda as críticas de que tem sido alvo

Confrontado com as críticas de que tem sido alvo, Frederico Varandas foi bastante diretor na abordagem, aproveitando a oportunidade para elencar tudo aquilo que já foi feito pela sua direção.

"Vamos responder curto e grosso. Contestação? Depois daquilo que fez e daquilo que fizemos? Necessidades de tesouraria? 100 milhões. Feito. Empréstimos obrigacionistas? Feito. Operação de contratualização com a NOS? Feito. Dois títulos? Repito: dois títulos. Feito. Aposta na academia? Equipa de sub-23. Com o talento que temos de miúdos a jogar à bola. Ao primeiro desaire, contestação? Os sportinguistas não são estúpidos. Ao primeiro desaire lá saem os esqueletos do costume. Mas mais interessante: só saem nos desaires. Lá vêem esses esqueletos. Mas nenhum deles todos, não vi uma palavra quando ganhámos a Taça da Liga e da Taça de Portugal. Meus senhores, eu tenho muitos defeitos mas estúpido não sou. Estas pessoas sem humildade democrática nenhuma, intitulam-se porta-vozes do Sporting da desgraça. Contestar o trabalho desta direção, ou não percebe nada de futebol ou é intelectualmente desonesto", começou por apontar o líder do clube de Alvalade.

"Quando falam do fosso do Sporting para os rivais, existe? Sim. Mas fui eu que criei? Fomos nós que criámos? Esta nova geração? O que eu vejo do Sporting são 18 anos… Eu não vim agora para o Sporting. Eu nasci Sporting. Eu amo o Sporting. Eu sempre paguei a minha gamebox. Eu cresci nestes 18 anos a ver estes senhores a gravitar ao lado do Sporting. Nós saímos deste fosso a trepar, com muito esforço. É difícil? É. Com muita gente a puxar para baixo? Sim.  Dói? Dói. Mas continuamos a trepar, quer eles queiram, quer não. Sabe como conseguimos? Olhamos para os nossos números dos nossos rivais como o Benfica, que fazem 900 milhões de vendas em 10 anos e nós fazemos 400. Como é que se faz isso? Com trabalho e com competência. Uma equipa de sub-23 com média de idade de 18 anos é isto que nos vai dar ferramentas para o futuro.  Dizer que são do Sporting e que batem no peito quando se ganham os jogos? Não… é preciso trabalho e respeito. É isso que esta direção está a fazer todos os dias. Temos de sair do fosso. Isto obriga-me a chocar com alguém mas não me importo. Se tiver que optar, opto sempre pelos meus valores, foi isso que me ensinaram em casa."

Prioridade para o próximo ano

"Rigor financeiro e manter o nosso rumo: manter aposta na formação. Já ouvi muitas vezes: 'Presidente o caminho que está a fazer é o certo, mas no futebol às vezes não há tempo e é um caminho de pedras que tem de passar'. E sobre isto vou-lhe dizer: do caminho das pedras não tenho medo nenhum. Já tive de andar em pedras, em lama, até já tive de andar a dispararem sobre mim e nunca abdiquei de andar, desde que eu acredite que aquele é o caminho. E este é o rumo para o Sporting. Este é o caminho que o Sporting vai fazer. Sobre o tempo: se não houver tempo, é porque a direção não teve tempo. Porque não existe outro caminho que não seja este. Apostar na formação, naquilo que éramos melhores, voltar a vender jovens jogadores, metê-los na equipa A e fazer sempre mais e mais e mais."

Balanço até ao momento

"Para mim, humildemente, é positivo. Um clube que estava estrilhaçado. Os melhores cinco jogadores tinham rescindido, sem nenhuma recompensa financeira para o clube. 42 milhões só a clubes que ninguém pagou para trás. O empréstimo obrigacionista e os contratos de imagem da NOS, a somar isto tudo, conseguimos resolver três processos de rescisão, ficamos em 3.º lugar e ganhámos dois títulos. Foi uma época muito positiva. Há que olhar com muita seriedade para aquilo que foi os últimos 20 anos do Sporting. A nível de títulos foi a melhor época dos últimos 17 anos.

Melhor e pior momento até agora

"O melhor? A seguir à final da Taça de Portugal. Quando andava na rua e via o orgulho dos sportinguistas. O pior? O dia da Supertaça."

O Sporting é um clube governável?

"Já me disseram 'Frederico estás no cargo mais difícil como existe em Portugal, mais do que primeiro ministro'. O Sporting está muito mais governável. A situação financeira está muito melhor do que estava em setembro de 2018. Não está ideal. Limita-nos? Sim. Daquilo que recebemos, 42 foram só para resolver coisas do passado. Estamos melhores, não temos a situação ideal. Somos um clube vendedor. Temos de criar talento de forma a alavancar o clube"

Por Sérgio Magalhães
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