Varandas explica saídas na direção do Sporting: «Pandemia virou o mundo deles»

Vice-presidente e vogal deixaram o conselho diretivo por motivos profissionais ligados à covid-19

• Foto: Miguel Barreira
Frederico Varandas comentou esta noite, na entrevista que deu ao Canal 11, as saídas de Filipe Osório de Castro (vice-presidente) e Rahim Ahamad (vogal) do conselho diretivo do Sporting. Foram oficializadas esta segunda-feira, mas há muito que estavam planeadas.

"O comunicado é de hoje mas é algo para o qual o conselho diretivo estava preparado há dois meses. Estamos a viver a maior crise dos últimos 100 anos. O clube está a ser afetado mas também as empresas e as famílias. Estes dois elementos deram muito ao clube, são dois empresários, tal e qual como outros membros do conselho diretivo que não são remunerados. Nunca ganharam um tostão no clube. Se já é difícil conciliar as suas vidas profissionais com as obrigações no Sporting, esta pandemia virou o mundo deles e de quase todos nós", referiu.

"A meio de março, na reunião do CD eles alertaram para as dificuldades que estavam a ter. Um deles é CEO na hotelaria que está a ser muito fustigado, o Filipe Osório de Castro, de quem sou amigo há mais de 30 anos. O Rahim tem um grupo empresarial onde é administrador e os mercados onde atua estão a exigir a sua permanência quase sempre fora de Portugal. Estas pessoas têm responsabilidades, têm administradores e sócios que exigem a sua presença num momento muito difícil. Eles tentaram", sublinhou. 

Varandas aproveitou para revelar um projeto que os leões estão a desenvolver com a EDP. "O Filipe não queria sair antes de terminar um projeto com a EDP onde vamos tornar muito mais eficiente a parte do estádio e a academia a nível energético, também no pavilhão. Vamos ter um Sporting mais 'friendly', mais 'green' e vamos ter uma poupança de cerca de 180 mil euros ao ano. O projeto será conhecido esta semana. Foi assinado há 3 dias. Estas pessoas tentaram ficar. Havia a possibilidade de ficarem apenas formalmente ligados mas isso não é a nossa forma de estar, nem lhes podíamos pedir isso. O CD exige aprovação de orçamentos e responsabilidades. Não fazendo parte no dia a dia não seria justo fazer isto. Sei o que lhes custar tomar essa decisão. Foram preparando a passagem das pastas."

O líder dos leões deixou ainda uma garantia: "Não precisamos de mais ninguém."
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