Luís Castro: «O que me deixa satisfeito são aqueles que trabalham, trabalham e falam pouco»

Treinador do V. Guimarães que "atingir números" que deixem vimaranenses satisfeitos

• Foto: Peter Spark / Movephoto 

Luís Castro fez esta quinta-feira a antevisão do encontro com o Santa Clara (sábado, 20h30), um jogo no qual deverá levar a cabo algumas alterações no onze.

Ausências de Wakaso, Sacko e Osorio condicionou preparação do jogo com o Santa Clara: "Muda um pouco as nossas dinâmicas diárias, mas não muda em nada o nosso objetivo para o jogo. Sabemos em que momento do campeonato é que estamos, da nossa responsabilidade, sabemos também que encontramos pela frente um adversário competente. O nosso objetivo é a vitória, num objetivo ambicioso para o campeonato. São jogadores que se têm revelado importantes no nosso momento defensivo, uma dinâmica que não conseguimos trabalhar com unidades que têm estado ao serviço da equipa. É sinal do crescimento de alguns jogadores no clube. Deixa-nos extremamente satisfeitos a primeira internacionalização do Wakaso, o Sacko ter-se afirmado na equipa do Mali também é um sinal de crescimento e o Osorio ter sido titular na equipa da Venezuela. Espero que outros jogadores se possam juntar a estes. É trabalho deles e de todos os colegas deles, porque só um contexto ideal consegue desenvolver este tipo de situações".

Mudanças no 11 em função destas ausências: "Devemos olhar para estas situações de forma mais abrangente, porque é normal que os jogadores saiam para as seleções, que só façam um ou dois treinos antes dos jogos. São dinâmicas que estão instaladas. A instituição já se habitou a viver com estas situações. Os jogadores fazem uma avaliação física e desde que estejam bem ficam ao dispor do treinador. Têm conhecimento das dinâmicas da equipa, estão identificados com o nosso jogo. Desde que fisicamente estejam bem, não diminui nada aquilo do que pensamos deles".

O que esperar do Santa Clara: "Há pré-conceitos no futebol português, um deles é pensar que uma equipa que regressa à 1.ª Liga vai lutar para não descer. Acho que não é dado adquirido uma equipa chegar à 1.ª Liga e andar a lutar para não descer. Não aconteceu isso ao Chaves na época passada e esta temporada ao Santa Clara. Há equipas que se candidataram à Europa que estão numa situação mais complicada do que o Santa Clara, isto prova a competência da equipa e do seu treinador. Há uma motivação grande de todas as equipas no campeonato, todas querem a melhor classificação possível, nós ainda queremos mais, que é termos que chegar à Liga Europa."

André André: "O André André não está pronto para sábado. O Wakaso é natural que conte com ele, se a avaliação se revelar positiva. Com o André André à partida não contarei, a não ser que nas últimas horas possa haver uma evolução daquilo que ele sente da sua lesão."

Vitória tem melhor rendimento em casa do que fora: "O passado não tem nada a ver com o presente. Temos de investir no presente, temos de ir ao Santa Clara para cumprir os nossos objetivos. Sobre a melhor prestação em casa do que fora, na Liga quem fez mais pontos fora do que em casa? Convém contarmos. A verdade é uma, só o Benfica tem mais pontos fora, mais nenhuma tem. O Sporting tem uma diferença de 19 pontos, o Sp. Braga 10, nós de 12 pontos, o Portimonense e o Boavista igual. Nas ligas europeias é a mesma coisa. O porquê? Porque os jogadores ficam mais confortáveis em casa, a dimensão mais importante do rendimento é psicológica. E psicologicamente os jogadores, muito mais os do Vitória que têm uma massa sempre a apoiar a equipa, sentem-se mais confortáveis em casa. O Vitória tem uma grande vantagem ao jogar em casa pelo seu público."

Que jogo espera com o Santa Clara? "Nos últimos jogos, o Santa Clara deu sinais de ser uma equipa que se redimensionou no momento defensivo, sofre muitos poucos golos, e diminuiu o seu poder ofensivo na chegada a golo, nota-se uma menor eficácia. Hoje, é uma equipa muito mais equilibrada em campo. Não acredito que baixe os seus momentos de intensidade, o João Henriques de certeza não vai permitir isso."

Na luta pela Liga Europa, o Vitória tem vantagem por ter mais jogos em casa, onde tem a melhor defesa? "Se olharmos às estatísticas do campeonato pode levar-nos a essa lógica. Ao pensarmos assim, dá-nos algum conforto. O futebol já me disse que podemos pensar muito, mas de repente acontece alguma coisa que nos põe por terra. A concorrência do Moreirense e Belenenses é muito forte. Ainda não uma quebra total entre o 7.º e o 8.º, há margem de recuperação para outras equipas. Está a ser uma luta apertada, tremenda, gostávamos de estar folgados nessa luta, mas infelizmente não estamos.”

É prematuro pensar que o Vitória pode terminar a época com a melhor defesa em casa? "Não, não é prematuro pensar isso. É o que nos guia todos os dias. Queremos atingir números que nos deixem satisfeitos. Aquilo que saia do que nós falamos, não vale nada. Aquilo que saia do que é o nosso trabalho, aplicação e dureza do trabalho é algo que tem muita importância para nós. Na vida estou cheio de ouvir pessoas que falam, dizem, mas depois fazer… zero. Isso amargura-me. O que me deixa satisfeito são aqueles que trabalham, trabalham, trabalham e falam pouco. Tudo o que venham do nosso trabalho deixa-me radiante."

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