O Estoril assegurou o apuramento para as meias-finais da Taça Revelação, valendo-se da vantagem assegurada na primeira mão. Ontem, em Portimão, os canarinhos passaram por alguns sobressaltos e um bis de Gilson Tavares acabou por desfazer o sonho dos algarvios, que caíram animicamente na ponta final do jogo.
O Portimonense entrou melhor, exercendo grande pressão em zonas adiantadas do terreno, e fruto disso dispôs de várias situações de perigo na fase inicial da partida, embora o Estoril também tenha ameaçado, por Gilson Tavares, que mais tarde estaria em destaque.
O golo da equipa da casa, num remate colocado de Thiago Moraes, premiou o labor dos algarvios, reacendendo a discussão da eliminatória. Só que o Estoril reagiu e, num belo desenho ofensivo, Elias Achouri serviu Gilson Tavares para o empate, à boca da baliza.
O Portimonense não baixou os braços e voltou à vantagem ainda antes do intervalo, num remate cruzado e colocado de Chico Cardoso, servido por Reko. O golo representou um alento precioso para o segundo tempo, com os alvinegros a entrarem de novo muito bem, mas sem acerto na finalização.
O Estoril, melhorou no capítulo defensivo com os ajustes feitos ao intervalo, acabou por desfazer as dúvidas quanto à decisão da eliminatória num golo idêntico ao segundo do Portimonense: Gilson Tavares escapou-se pela direita e rematou cruzado, com grande precisão.
O Portimonense caiu animicamente com o 2-2 e os canarinhos comandaram a ponta final, criando várias situações de apuro perto da baliza. Aproveitaram uma, por Diogo Batista, num remate forte, já no interior da área, para chegar à vitória, desfecho muito penalizador para a formação da casa, que merecia outro prémio no fecho da época.
André Ricardo decide no final
O golo de Luís Mota, fora de portas, no jogo da primeira mão (2-1 para o Famalicão), deixava tudo em aberto para o reencontro em Odivelas. E a equipa da casa criou as principais ocasiões (por Rodrigo Ramos, aos 39’, que atirou ao poste, e Jordan, aos 44’) perto do intervalo. Com o nulo a manter-se até à reta final, o Belenenses SAD arriscou tudo, mas foi o Famalicão a fechar a eliminatória. O brasileiro Pablo, que bisara na 1ª mão, falhou uma ocasião clara e pouco depois sofreu o penálti convertido por André Ricardo. O Famalicão segue assim para as meias-finais.