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A equipa de sub-23 do Gil Vicente celebrou nos Açores a conquista da Taça Revelação, após vencer o Santa Clara, por 2-1, no segundo jogo da final. Trata-se de um feito inédito na história do clube, vivido com grande entusiasmo por todo o plantel.
“As sensações são muito boas. Este clube nunca tinha vivido este momento e sentimo-nos felizes por entrar na história”, começou por referir Gonçalo Maia a Record, admitindo que chegou a ponderar dormir com a taça, embora tenha optado por a partilhar com o grupo. “Seria injusto para os colegas se não o fizesse”, acrescentou, entre sorrisos.
O médio considera que a evolução da equipa ao longo da época foi determinante para o sucesso alcançado. “Desde que o mister Rúben [Teles] chegou, a equipa ganhou uma mentalidade vencedora. Quando não conseguimos o acesso à fase de campeão, seguimos o objetivo da Taça e isso valorizou-nos muito.”
O capitão, de 20 anos, destacou também as dificuldades vividas na deslocação aos Açores, após duas viagens adiadas devido ao mau tempo em São Miguel. “Não foi fácil. Tivemos vários imprevistos com viagens, não conseguimos treinar normalmente e houve momentos complicados, mas o grupo nunca deixou de acreditar.”
Ao longo da época, sublinhou ainda outros momentos exigentes que reforçaram a união do plantel. “Foi uma época complicada, até com a saída do treinador na véspera de um jogo, mas os jogadores ajudaram-se muito uns aos outros e nunca deixaram ninguém cair.”
Na análise ao percurso desportivo, Gonçalo Maia destacou a forte segunda metade da temporada. “Entre fevereiro e maio tivemos apenas uma derrota. Fomos muito fortes na Taça e, no geral, fomos superiores às outras equipas.”
Sobre o jogo decisivo frente ao Santa Clara, reconheceu dificuldades, mas salientou a eficácia da equipa nos momentos-chave. “Sabíamos que era importante marcar primeiro e conseguimos fazê-lo. As substituições ajudaram e fomos melhores que o adversário.”
No final, deixou elogios ao trabalho desenvolvido no clube e à aposta no projeto desportivo. “Todos os jogadores dos sub-23 tiveram oportunidade de treinar com a equipa principal. Isso mostra que há valorização e portas abertas.”