Árbitros culpam Liga

Marcação tardia dos voos em causa. APAF lamenta situação mas valoriza o substituto

APAF elogia Anzhony Rodrigues
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A equipa de arbitragem liderada por Manuel Oliveira (Porto) não conseguiu viajar para a Madeira a tempo do Marítimo-Santa Clara, devido ao vento forte que se fez sentir no aeroporto do Funchal, pelo que o Conselho de Arbitragem da FPF optou pelo madeirense Anzhony Rodrigues, da 2ª categoria. Uma decisão que impediu a utilização do VAR, pois o juiz não está certificado pelo IFAB, conforme explicou a federação.

Esta situação contribui para o aumento de mal-estar entre APAF e a Liga, numa altura em que há um impasse na negociação dos prémios de jogo, que não são aumentados há oito anos. Contactado por Record, Luciano Gonçalves, presidente da APAF, lamentou o sucedido e aproveitou para destacar a atuação de Anzhony Rodrigues. "Dou os parabéns ao árbitro que dirigiu o jogo, demonstrando a grande qualidade que existe nos árbitros de 2ª categoria", referiu.

Segundo Record apurou, os árbitros responsabilizam a Liga, que acusam de ter o hábito de marcar os voos a horas tardias para evitar pagar mais uma refeição, fazendo com que, por vezes, os árbitros cheguem ao hotel já depois da meia-noite.

Refira-se que o árbitro nomeado pelo CA para o jogo do União no Campeonato de Portugal, prova organizada pela FPF, Bruno Rebocho, conseguiu viajar desde Lisboa, mas o mesmo não sucedeu com o observador do Marítimo-Santa Clara, Célio Ferreira (Leiria) – tinha voo às 19 horas de sábado mas ficou na capital

Por Gonçalo Vasconcelos e Sérgio Krithinas
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