Luís Duque, de 60 anos, é uma figura histórica do Sporting. Adepto e sócio desde muito jovem, desempenhou vários cargos diretivos no universo leonino e esteve ligado a várias conquistas, tendo chegado a presidir à SAD e sendo uma figura valorizada em tudo o que diz respeito à gestão do futebol profissional.

Embora não se trate de um desafio através do qual tenha procurado protagonismo, o facto é que Luís Duque possui um papel determinante no seio da estrutura do Aves. A sua aproximação deu-se através do estatuto de delegado dos acionistas chineses da empresa Galaxy Believers, tendo um vínculo forte com o investidor Wei Zhao, para o qual desempenhou funções de advogado.

O seu conhecimento da realidade do futebol português funciona como âncora de um clube que conseguiu pela primeira vez garantir a permanência na 1ª Liga, chegou à final da Taça de Portugal e tem a ambição de continuar a crescer. Nomeadamente através de infraestruturas de qualidade para apoio à formação.

Quando entrou no Aves, em abril de 2016, Duque já se tinha refeito do desgaste do período em que foi chamado a assumir a presidência da Liga em comissão de serviço de emergência após as convulsões provocadas por Mário Figueiredo. Ainda assim, acabou por perder as eleições subsequentes para Pedro Proença, em 2015.

Agora terá, pela primeira vez numa final, de desejar o pior para o seu Sporting. O regresso dos leões aos títulos após 18 anos de travessia do deserto, em 2000, teve a sua marca como presidente da SAD, cargo que exerceu entre os magistérios de José Roquette e Dias da Cunha. Agora pode tornar-se igualmente um nome marcante nos anais do Aves caso erga o troféu no Estádio Nacional.

Sócio suspenso na mira de Bruno

A auditoria de gestão determinada por Bruno de Carvalho e destinada a apreciar os mandatos de executivos anteriores também salpicou Luís Duque. Na sequência da expulsão de sócio de Godinho Lopes, Duque, que foi administrador da SAD nessa fase, acabou suspenso por um ano devido a "graves irregularidades" alegadamente detetadas, decisão que colheu a unanimidade do Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting. Tratou-se de um passo que embaraçou o clube até porque Luís Duque, à altura, ocupava a presidência da Liga. Facilmente se percebe, perante este cenário, que o clube de Alvalade nunca apoiou a sua continuidade no organismo que controla o futebol profissional e o diferendo acabou por estender-se ao foro judicial.

Autor: Vítor Pinto