Reko Silva: «Adeptos fazem parte do espetáculo»

Médio do Aves lamenta o futebol diferente que está a chegar e regista: "Não podemos deixar que isso nos tire o foco"

• Foto: CD Aves

Reko Silva reconheceu que o regresso do futebol sem adeptos torna tudo diferente. "Fazem parte do espetáculo. Mas não podemos deixar que isso nos tire o foco", registou o jovem médio de 20 anos em conversa com os meios do clube e que aqui publicamos na íntegra:

- Como recorda a sua estreia na 1ª Liga?
"Foi positiva, em Setúbal, num jogo importante, como todos os outros, mas foi sobretudo o concretizar de um sonho, que era chegar ao expoente máximo do futebol nacional. Acho que agarrei a oportunidade. Tenho de agradecer ao clube pela oportunidade, mas também estou grato aos meus companheiros, que me ajudaram, e ao mister por ter apostado em mim."

- Defrontar os grandes como Benfica e Sporting, como foi?
"Fui titular contra o Benfica e suplente em Alvalade. Mas é diferente, porque são clubes que levam mais adeptos aos estádios e o ambiente torna-se mais espetacular, mas o foco é igual em todos os jogos."

- Por falar nisso, este regresso sem adeptos pode tornar as coisas diferentes?
"Torna, porque os adeptos fazem parte do espetáculo. Mas não podemos deixar que isso nos tire o foco, porque a ideia é entrarmos para ganhar, como em todas as outras vezes em que entramos em campo."

- Num clube que tem feito uma aposta forte nos Sub-23, que mensagem deixa aos seus colegas que ainda lutam para chegar à equipa principal?
"Devem estar preparados fisicamente, principalmente nesta fase, mas também psicologicamente, porque a exigência é diferente a este nível."

- Este regresso cerca de mais de dois meses depois da suspensão do campeonato vai ser diferente?
"Vai ser diferente porque foram muitos dias de paragem, os estádios vão estar vazios, mas também por causa dos comportamentos que somos obrigados a ter para limitar os riscos de contágio..., o festejar de um golo vai ser diferente, como estar sentado de máscara no banco de suplentes. Mas a vontade de vencer vai ser sempre muito grande, isso garanto."

- Como foi passar esta fase de confinamento?
"Inicialmente foi complicado, primeiro pelo susto, depois pela paragem. Não foi fácil passar o tempo. Mas vi séries, alguns filmes, cozinhei, treinei com o meu irmão, estive mais com a família. Como treinava duas vezes, uma de manhã e outra à tarde, com o cansaço acabava por descansar bastante e o tempo foi-se passando, mas não foi fácil."

- Sendo de uma família de jogadores, com um irmão a jogar em Espanha, fala-se de futebol o dia todo, não?
"Sim, conversamos muito. Mas cada um se mete na sua vida. Vamos passando as experiências que vivemos uns aos outros para aprendermos e crescermos como profissionais."

- Que objetivos tem para a sua carreira?
"Penso mais ano após ano. Neste momento estou no Aves e o meu foco é estar aqui a dar o máximo, preparar-me para estar pronto se o mister precisar de mim e focar-me nestes dez jogos que nos restam para ajudar a equipa e o clube."

- Esta época estreou-se a marcar pela equipa principal. Como viveu isso?
"Foi na Madeira, contra o Marítimo, um golo decisivo, que torna ainda mais especial isso tudo, mas foi um golo que me vai marcar para a vida. Duas semanas depois marquei ao Rio Ave, com a equipa Sub-23. Tem sido uma época de pé quente, sem dúvida."

Por António Mendes
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