Tshibola acredita na salvação: «Tudo é possível e podemos conseguir»

Médio inglês ficou frustrado com a lesão que sofreu e já não vê a família há quatro meses

Aaron Tshibola chegou ao Aves na reabertura do mercado de janeiro, foi utilizado em apenas 2 jogos, acumulando 16 minutos e... sofreu uma lesão que o deixou fora da equipa pouco antes da paragem da Liga.

O médio até "agradece" esse facto, pois assim conseguiu recuperar o tempo perdido e diz-se agora pronto para ajudar a equipa ainda a conseguir a salavação.

Impressões de uma longa conversa que o inglês de 25 anos nascido em Londres, mas também com nacionalidade da Rep. Democrática do Congo, teve com os meios do clube avense, onde se destaca também as muitas saudades da família que Tshibola já não vê há quatro meses.


- Aaron, como se sente em Portugal?
"Bem, a experiência tem sido agradável e tem corrido bem, é um país tranquilo. Comparado com Inglaterra, aqui temos mais sol, é muito mais saudável. Na Escócia era muito frio, nem imaginam. Treino com sol, coisa que era raro, sinto-me com outra disposição, mais positivo, faz bem, dá para descansar, enfim, é muito bom."

- Vir para o Aves foi uma oportunidade para relançar a carreira?
"Sim, a oportunidade apareceu e eu estava a precisar de jogar, fiquei muito contente com isso. Soube que a equipa estava em dificuldades e isso ainda me motivou mais para ajudar na luta pela permanência."

- Que tipo de jogar é o Tshibola, uma vez que chegou, lesionou-se e soma apenas 16 minutos de jogo?
"É difícil dizer, mas acho que sou um médio completo, que gosta de atacar e defender, que aparece bem em zonas de finalização, ainda que precise de trabalhar esse aspeto. Mas dou-me bem com o tipo de futebol que se pratica em Portugal. Digamos que sou mais um 8, estou mais habituado a essas funções, depois da minha passagem por Inglaterra e Escócia."

- Por falar nisso, o futebol português é muito diferente daquele que praticou em Inglaterra e na Escócia?
"Talvez menos intenso do que Inglaterra, mas mais técnico. Em Inglaterra e na Escócia sente-se mais a pressão, a intensidade e o poder físico, há menos espaço e menos tempo para pensar. Aqui é diferente, mais tático, pausado e sobretudo muito mais técnico."

- Foi complicado chegar a Portugal e lesionar-se dias depois?
"Muito, senti-me frustrado, enervado e foi muito difícil encaixar aquela lesão, porque vinha com muita vontade de me mostrar e de jogar. Mas apareceu o vírus, sinceramente não podia ter aparecido em melhor altura, porque me permitiu não só recuperar melhor da lesão e perder menos jogos, como me deu mais tempo para me adaptar. Deu mais tempo para tudo o que era necessário."

- Como geriu o seu confinamento?
"Foi muito difícil, porque tinha chegado de fora, estava a instalar-me, sem família, sem o meu filho foi complicado. Não vejo a minha família há quatro meses, tem sido muito duro, mas não posso perder o foco. Tenho o meu irmão comigo, ajudou, mas foi complicado para todos, morreu muita gente, é uma situação nova para todos nós, enfim. Mas Portugal tem sabido gerir bem a situação e parece tudo mais calmo nesta fase, esperamos que continue assim até voltarmos à normalidade.

- Olhando para a situação do Aves, no último lugar, a lutar pela permanência, o que espera para a fase final da Liga?
"Tudo é possível. Temos trabalhado muito duro nas últimas semanas, mas acho que podemos conseguir. Não é impossível, aliás, porque já vivi uma situação semelhante na IV Divisão inglesa. A dez jornadas do fim estávamos nos lugares de descida e demos a volta. É uma questão de nos focarmos e dar mais do que esperam de nós, de nos batermos em campo e de nos empenharmos mais."

- Não será, então, por uma questão de falta de atitude que vão deixar de lá chegar?
"Nada disso. Os treinos são muito levados a sério, todos sabem que os lugares na equipa estão em aberto, pelo que todos dão o que têm para tentar convencer o mister. Sabemos o que temos a fazer e quais são os nossos objetivos, pelo que cada dia somos obrigados a dar 100 por cento, lutar e aparecer nos jogos a fazer tudo para nos superarmos e dar 200 por cento."

Por António Mendes
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