Rui Pedro Soares: «É uma decisão clara, inequívoca e sem recurso»

Líder da SAD mostra-se esperançado que a decisão arbitral signifique o fim do diferendo com o clube

• Foto: Fernando Ferreira

O presidente da SAD do Belenenses destacou a "decisão clara e inequívoca" do tribunal arbitral relativamente ao diferendo que opunha o clube à Codecity Sports Management (CSM) e revelou a intenção de tornar o processo público. "Chegou ao fim este diferendo. O tribunal decidiu, de forma unânime, considerar como justa e eficaz a resolução do acordo parassocial", disse Rui Pedro Soares, em conferência de imprensa.

O tribunal arbitral determinou a resolução do acordo parassocial assinado entre a SAD do Belenenses e o clube em 2012, o que impede a direção liderada por Patrick Morais de Carvalho de tentar a recompra da maioria do capital social da SAD dos azuis, atualmente detida pela CSM.

"É uma decisão clara, inequívoca e sem recurso. Temos esperança que esta decisão ponha fim a um processo que muito entristeceu os adeptos e sócios do Belenenses. Esperamos que o presidente do Belenenses tenha percebido as consequências da sua estratégia", referiu o líder da SAD, manifestando a possibilidade de reatar o diálogo e as relações com o clube.

Ainda assim, Rui Pedro Soares anunciou a intenção de apresentar um requerimento ao Centro de Arbitragem da Câmara de Comércio e Indústria de Lisboa, para que todo o processo seja tornado público, o que só não será viável caso o clube não se mostre favorável.

"Os sócios e os adeptos merecem conhecer toda a verdade e o que esteve em causa durante estes três anos. Esta publicação apenas não será possível se a direção do clube não o permitir. Todos os sócios vão ter a possibilidade de tirar conclusões. Ninguém pode ter a veleidade de esconder esta questão dos sócios e adeptos. Queremos divulgar na íntegra a decisão deste tribunal", afirmou.

Por outro lado, Rui Pedro Soares espera que a sua admissão a sócio do Belenenses "seja revista", após ter sido rejeitada pela atual direção "sob falsos pretextos".

Com esta decisão do tribunal arbitral, o clube perde a possibilidade de recomprar os 51% da sociedade detidos pela CSM, num processo que foi iniciado em junho de 2016, quando a direção do clube solicitou a constituição de um tribunal arbitral para ver restituído e reconhecido o direito de poder recuperar o controlo da SAD.

Por Lusa
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