Rui Pedro Soares: «Será natural ter casos positivos na equipa principal»

Presidente do Belenenses SAD garante que o risco é minimizado ao máximo

Rui Pedro Soares, presidente do Belenenses SAD, garante que a equipa está a ter todos os cuidados possíveis para minimizar o risco de infeção de Covid-19. No entanto, admite que, mesmo a cumprir todos os protocolos, é difícil evitar totalmente que haja casos positivos na equipa principal. Isto depois de Sithole, da equipa sub-23, ter sido infetado.

"Todos ficámos contentes por poder regressar, sobretudo os jogadores, que estiveram em casa mais de dois meses. Houve um caso nos sub-23, e apesar de toda a redução de riscos, será natural que possamos ter casos na equipa principal no próximo ano, na segunda-feira, daqui a dois meses, não sei. Os jogadores não fazem parte do grupo de risco, mas isto ainda é algo desconhecido. Vamos assumir a responsabilidade de treinar e jogar, mas a cada jogador foi perguntado se o queriam ou não fazer. Todos foram unânimes. Conhecemos os riscos, sabemos que neste grupo etário são baixos, mas temos identificado quem tem familiares de grupos de risco, por isso estamos a minimizar essas situações", sustentou o dirigente, em declarações à Sport TV.

Além de reforçar que permanece à espera da confirmação oficial da Federação Portuguesa de Futebol relativamente ao pedido para jogar na Cidade do Futebol, Rui Pedro Soares abordou o impacto financeiro que a paragem do campeonato pode ter nos emblemas do principal escalão em Portugal.

"O abalo foi forte por causa desta interrupção brusca. O que o futuro nos reserva é continuar na direção que temos seguido, a apostar fortemente na formação. Somos a equipa da Liga, de longe, com mais portugueses no conjunto de jogadores utilizados, somos a segunda mais jovem do campeonato e vamos acelerar nessa direção. As receitas de transmissões televisivas são estáveis, mas há um conjunto de receitas como a venda de bilhetes, de direitos de jogadores, que podem ser seriamente abaladas. Ainda é cedo para perceber a dimensão do impacto, mas vai haver", referiu.

Por outro lado, ainda criticou os elevados valores pagos no que diz respeito aos seguros dos jogadores, algo que ainda pode aumentar com a Covid-19. "A questão dos seguros prevê pagamentos de indemnizações até aos 65 anos e ninguém joga até essa altura. São várias situações excêntricas que têm acontecido nos últimos anos. É imoral, injustificado e exorbitante sobrecarregar os clubes com este custo. É uma vergonha tão grande que não vai subsistir durante muito mais tempo. Só os belgas têm este seguro e nós temos? 20 milhões de euros por ano num futebol como o nosso e ainda acresce? Temos de falar sobre se estamos de acordo que estejam a ser dados indemnizações até aos 65 anos...", questionou.

Por Pedro Gonçalo Pinto
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