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Belenenses frente ao FC Porto: Espreitadela no céu e ida para o inferno

APRECIAÇÃO À EQUIPA

MARCO AURÉLIO (2). Sofreu quatro golos sem que tivesse responsabilidades e, apesar do domínio do adversário, não efectuou qualquer defesa com elevado grau de dificuldade. Uma noite ingrata.

WILSON (1). Abriu a série de fífias da defesa azul, ao permitir o golo do empate a Derlei. Esteve deficiente nas dobras e não coordenou como lhe competia o sector que liderava.

FILGUEIRA (2). Excepção feita ao quarto golo do FC Porto, em que foi um dos intervenientes de um falhanço de toda a defesa, não se lhe podem assacar culpas directas nos restantes tentos do opositor. Sentiu, todavia, grandes dificuldades sempre que Derlei surgiu no respectivo raio de acção.

CARLOS FERNANDES (1). Deco apareceu-lhe nas costas para efectuar o pontapé vitorioso de que resultou o segundo golo portista. Não passou ao lado de uma noite pouco inspirada da defesa do Belenenses.

SOUSA (1). Deu tanto espaço a César Peixoto que Manuel José não teve outra alternativa se não substituí-lo ao intervalo.

GONÇALO BRANDÃO (2). Tal como a equipa, deu uma espreitadela no céu e seguiu directo para o inferno. No segundo jogo pelo Belenenses (o primeiro foi em Alvalade, frente a outro grande), o jovem lateral-esquerdo começou da melhor maneira, apontando, de cabeça, o primeiro golo dos homens da Belém. A proeza merece destaque mas não faz esquecer os erros cometidos no sector mais recuado. Desapoiado, foi permissivo perante o flanco direito do FC Porto, nomeadamente quando as descidas de Paulo Ferreira provocavam desequilíbrios, e esteve na base do terceiro golo do adversário ao perder a bola para Derlei. O brasileiro solicitou César Peixoto, que não teve dificuldades em sentenciar o vencedor da partida.

PELÉ (2). Protagonizou um lance de rara beleza, quando, enviou um tiraço que embateu com violência no poste da baliza defendida por Baía. Não cometeu erros de palmatória, excepção feita ao que é, talvez, o principal de todos: onde estava quando Deco liderou a revolução portista?...

NECA (2). Apesar dos dotes técnicos que possui, o futebol do jovem médio não teve ontem a profundidade pretendida. Além disso, exigia-se-lhe um maior auxílio a Pelé nas acções defensivas.

SANÉ (2). Foi um dos elementos em maior evidência no quarto de hora inicial, único período em que o Belenenses parecia discutir o resultado. Apontou o pontapé canto do qual resultou o golo de Gonçalo Brandão e evidenciou algum sentido prático na tentativa de solicitar as desmarcações de Leonardo e Antchouet. Mas cedo perdeu fulgor. Tornou-se quezilento e regressou mais cedo ao balneário.

LEONARDO (1). O pior dentro da mediocridade colectiva. Os companheiros jogaram mal, mas jogaram. Ele nem isso.

ANTCHOUET (2). Esforçou-se mas a vigilância era demasiado apertada.

MARCO PAULO (2). Entrou para o lugar de Sousa e, logo no início da segunda parte, César Peixoto, o adversário que ambos vigiavam, apontou o terceiro golo num lance em que o ex-pacense só teve uma quota parte de responsabilidades. Esteve melhor que o companheiro de equipa.

FÁBIO ROSA (1). Entrou para o lugar de Sané quando o vencedor estava encontrado.

VALDIRAN (2). Tentou dar velocidade ao ataque e executou um remate perigoso.
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