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Adeus campeão

ÚLTIMO DIA DE TRAPATTONI NO CLUBE

Giovanni Trapattoni despediu-se ontem do Benfica. Já não era novidade que o técnico que quebrou um jejum de 11 anos no clube da águia regressava a Itália, pressionado "pela família", como fez questão de dizer aos jornalistas. Ao final da tarde dirigiu a equipa pela última vez
Adeus campeão • Foto: Fernando Ferreira
O último dia de Giovanni Trapattoni no Benfica quase não deu para descansar da esgotante viagem a Gyor, na Hungria, onde a equipa foi depositar o troféu de campeã nacional junto à campa de Miki Fehér. Esgotante não só pela viagem de avião de ida e volta, mas também pela carga emotiva de que se revestiu o acto. Ontem ao final da manhã, Trapattoni ainda não escondia algum cansaço, mas a forma informal – de camisa aberta e casaco de cabedal, contrastando com a formalidade de José Veiga, Álvaro Magalhães e Shéu Han, todos de fato e gravata – como se apresentou na FNAC do Colombo para a apresentação de um livro sobre a época 2004/05, deu logo sinal que o treinador campeão estava de saída.

O próprio Trap não deixou escapar alguma emoção quando começou a falar do "seu" Benfica no evento matutino e à tarde, então no Estádio da Luz para um "conversa informal" (como foram todas as outras que manteve ao longo da temporada com a imprensa), voltou a não conseguir disfarçar o molhado nos olhos azuis quando anunciou: "Tenho pena no meu coração porque deixo o Benfica depois de ganhar o título de campeão. Mas o meu destino é regressar a Itália". Uma decisão que vinha sendo amadurecida desde há dois meses, por força da família, mas que a Velha Raposa adiou para depois do final da época, pois queria ter “a cabeça 100 por cento concentrada na conquista do título”.

A última conversa com os jornalistas portugueses durou cerca de 45 minutos. Luís Filipe Vieira, acompanhado de José Veiga, aproveitou a ocasião para se despedir de Trapattoni, tendo-o brindado com um cachecol de campeão, uma medalha comemorativa do centenário da clube e ainda uma estatueta com uma águia à qual Trap logo reagiu. "Olha a águia. Em Itália sempre que estava em estágio e via uma águia, ganhava. E quando aqui cheguei e vi a águia, senti logo que não podia não ganhar."

Último jogo

Antes de começar a embalar as malas para o regresso a Itália, Trapattoni ainda dirigiu a equipa pela última vez, ontem ao final da tarde, em Odivelas, no encontro de carácter particular com o clube local. E nem mesmo a feijões e de passaporte na mão, o treinador italiano deixou de ralhar aos jogadores quando estes se viram a perder por 0-3. Enfim, um adeus com o sentimento do dever cumprido.
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