Águias confiantes no 'caso Guedes'

Defesa considera que não existe viabilidade na argumentação do ex-agente do avançado

• Foto: epa

A defesa do Benfica sente-se segura no caso que opõe o clube a Paulo Rodrigues, antigo representante de Gonçalo Guedes que exige o pagamento de 4,8 milhões de euros relativos a antigas comissões (referentes a renovações contratuais) e à transferência do avançado para o Paris Saint-Germain, no último mês de janeiro.

Fonte do Benfica considera este caso um absurdo, e a verdade é que o clube alega que a ação do queixoso não tem qualquer viabilidade. "Se olharmos para a regulamentação desportiva ao nível dos intermediários, como são conhecidos agora os antigos agentes, até o próprio regime legal português impede a dupla representação. Paulo Rodrigues diz que representava Gonçalo Guedes, então não pode dizer que representa a parte A e, depois, pedir dinheiro à parte B", disse a Record o advogado do Benfica, Pedro Correia, que espera agora pela decisão do juiz para saber se o processo seguirá para julgamento. É que na audiência preliminar, realizada quarta-feira no Palácio da Justiça, em Lisboa, as duas partes não alcançaram qualquer acordo, aliás como o próprio Paulo Rodrigues confirmou, na altura, à Lusa. "Não houve nem a aproximação para um acordo. O Benfica prejudicou-me em milhares de euros, porque não me pagou as duas renovações que eu consegui em 2014", disse.

Refira-se que, da parte da defesa de Gonçalo Guedes, há também a segurança de que tudo o que é exigido por Paulo Rodrigues não tem fundamento. "A relação entre o agente e Gonçalo Guedes terminou num acordo assinado entre ambas as partes e, portanto, nada pode ser reclamado junto do jogador. É essa a nossa base principal", disse-nos João Pinheiro, advogado que representa a família do jogador que se transferiu para o Paris Saint-Germain.

O referido acordo, refira-se, foi assinado já em 2015 mas com efeitos retroativos relativos ao final de 2014, sendo que, neste caso, poderá ser fundamental na defesa.

Atentos a possíveis atos difamatórios

Em conversa com o nosso jornal, o representante de Gonçalo Guedes garante que "não é do interesse do jogador ser envolvido numa situação que não lhe diz respeito", até porque este, por estar a representar um novo emblema, tem uma imagem e uma reputação a manter. No entanto, diz João Pinheiro, a defesa continuará atenta a possíveis atos difamatórios da parte do antigo representante de Guedes, Paulo Rodrigues: "Estamos vigilantes relativamente a coisas que se possam dizer, que não sejam verdade e que tenham um efeito difamatório."

Por Pedro Ponte
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