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Belenenses-Benfica, 1-2: Pode vir o Barcelona

ENCARNADOS REAGEM BEM À DESVANTAGEM, OPERA O VOLTE-FACE E POUPA-SE NA 2.ª PARTE

Os jogadores do Benfica devem ter deixado o Restelo lamentando que o B do Belenenses não tem nada a ver com o B do Barcelona. Se houvesse coincidência as esperanças em seguir em frente na Champions seriam muito maiores. Mas elas, é claro, existem. E ontem até saíram reforçadas, já que a actuação primou pela sobriedade, pelo acerto e, sobretudo, pela arte de bem desequilibrar. Foi neste aspecto, aliás, que os encarnados se superiorizaram largamente ao Belenenses.

Exceptuando a lesão de Nuno Gomes, um revés duro mas sem efeito nefasto no rendimento da equipa, tudo correu de feição ao Benfica, que reagiu bem ao golo madrugador de José Pedro e com duas sapatadas operou o volte-face. Depois, foi só gerir e, em especial na segunda parte, controlou com eficácia os períodos de pressão dos azuis. Quanto aos desequilíbrios, já lá vamos.

Rotação

Koeman optou por colocar Simão à direita e Karagounis descaído sobre a esquerda, com Nuno Gomes nas costas de Miccoli. A mobilidade destes quatro elementos (e de Manduca, que rendeu Nuno) permitiu criar constantes desequilíbrios no meio-campo defendido pelos locais cuja marcação, à zona, saiu quase sempre a perder. Tanto Simão como o grego enveredaram por flectir várias vezes para o centro, beneficiando também das trocas de posição de Miccoli, de facto um perigo à solta no melhor período dos encarnados e autor de um belíssimo golo.

O Belenenses, que começara muito certinho, na linha do que fizera com o Braga e até no Bessa, pareceu deslumbrado com o tento madrugador de José Pedro (excelente execução), logo aos 9’ e, algo inexplicavelmente, baqueou em termos de consistência, mormente no meio-campo: duas perdas de bola, com Ruben Amorim e Fábio Januário a exagerarem nos “bonitos”, permitiram o contragolpe do Benfica, coroado de ambas as vezes com remates certeiros. No caso de Karagounis, foi o primeiro na Liga portuguesa.

Pouco perigo

O Belenenses teve 20’ de muito fulgor, com José Pedro activo e a fazer jogar toda a equipa. Rui Jorge começou a sentir dificuldades perante Simão, e Sandro, embora efectuando trabalho de sapador à frente dos centrais, não podia acorrer a todo o lado, face à tal mobilidade e rotação dos elementos mais adiantados do Benfica.

Paulo Sérgio substituiu Fábio Januário ao intervalo, com Couceiro a mudar o 4x4x2 para o 4x3x3 e a abrir a frente de ataque (mais tarde seria Dady a ser lançado) mas, não obstante os muitos remates, somente numa ocasião cheirou a golo junto da baliza de Moretto, com Paulo Sérgio a errar a pontaria.

O Benfica, já se disse, geriu a seu bel-prazer todo este período. Geovanni rendeu Karagounis e entrou bem no jogo, aproveitando melhor os espaços. A equipa rematou pouco e acabou por ser Léo a desfrutar da melhor oportunidade atirando à barra.

Venha o Barça

Se na Liga está tudo na mesma, ou seja, o título continua longe, na Liga dos Campeões está aí uma final. Como teste, como ensaio geral, não podia ser melhor para o Benfica a deslocação de ontem ao Restelo. Pelo menos em termos de moral e confiança a injecção foi altamente vitamínica.

Para o Belenenses, as contas voltam a complicar-se mais. É verdade que os azuis podem queixar-se de dois juízos deveras polémicos de Pedro Henriques, mas aquelas falhas da primeira parte... Ainda por cima em vantagem.

Árbitro

Pedro Henriques (1). Dois lances que penalizam o Belenenses e o trabalho do árbitro: falta de Petit sobre José Pedro e braço de Manduca. Penáltis por marcar.
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