Benfica aponta "suspeitas de enorme gravidade" a FC Porto e Sporting

Ministério Público abriu inquérito a Pinto da Costa e Bruno de Carvalho e águias falam em "reincidência intolerável"

• Foto: Francisco Paraíso

O Benfica pronunciou-se esta manhã sobre a notícia avançada pelo semanário 'Sol' que dá hoje conta de que o Ministério Público abriu um inquérito a Pinto da Costa e Bruno de Carvalho, tendo por base denúncia contra os presidentes do FC Porto e Sporting e outros dirigentes dos dois clubes que "terão pressionado responsáveis pela arbitragem e árbitros para desconvocarem greve aos jogos da Taça da Liga". O jornal dá ainda conta de que a Procuradoria-Geral da República já remeteu o processo ao DIAP que está atualmente a investigar.

Ora, já ontem Bruno de Carvalho havia abordado o inquérito sublinhando tratar-se de uma campanha orquestrada contra si pelos rivais para desviar as atenções sobre "processos realmente graves". Em resposta, o Benfica fala em "suspeitas de enorme gravidade" num comunicado divulgado esta manhã no seu site oficial.

"FCP e SCP, depois da prática de diversos crimes de divulgação e promoção de correspondência privada, têm agora acrescidas suspeitas de outro tipo de condutas que personificam um regresso a um passado de triste memória, numa reincidência intolerável que exige das entidades competentes uma minuciosa e eficaz investigação", pode ler-se no documento no qual as águias se dizem certas de que "haverá uma rigorosa e exigente investigação e apuramento dos factos por parte das entidades competentes tanto no âmbito criminal como desportivo".

Leia o comunicado na íntegra:

"Tendo hoje tomado conhecimento através da notícia do Jornal "SOL" da abertura de um inquérito por parte do Ministério Público sobre as eventuais ameaças, contactos diretos e pressões do FCP e SCP a árbitros e outros agentes desportivos, que se revestem de enorme gravidade, o Sport Lisboa e Benfica está seguro de que haverá uma rigorosa e exigente investigação e apuramento dos factos por parte das entidades competentes tanto no âmbito criminal como desportivo.

Na realidade, desde a invasão do centro de treinos da Maia, de forma mais ou menos explícita, as ameaças e coações têm sido do conhecimento publico, com destaque para a forma sistemática como dirigentes do FCP têm colocado em causa a honorabilidade das equipas de arbitragem, como também pelas ameaças públicas de diversos membros dos grupos organizados de adeptos do FCP que através do uso das suas redes sociais visam árbitros e suas famílias.

Não deixa de ser também preocupante verificarmos que, pelos indícios descritos, também o SCP, através de vários dos seus responsáveis, tenha estendido a sua pretensa aliança à prática das mesmas formas de coação e pressão que culminou na contratação de um ex-árbitro e observador para a sua estrutura com funções difíceis de enquadrar e entender.

Recorde-se que oportunamente, o Presidente da FPF ouvido em audição na Assembleia da República denunciou e deixou provas de algumas dessas ameaças, intimidações e pressões sobre as equipas de arbitragem e seus familiares, factos também publicamente assumidos pelo Presidente da APAF. E uma simples questão impõe-se, mas afinal quem as faz?

Quem tem procurado condicionar dessa forma a atuação das equipas de arbitragem e deturpar a verdade desportiva?

FCP e SCP, depois da prática de diversos crimes de divulgação e promoção de correspondência privada, têm agora acrescidas suspeitas de outro tipo de condutas que personificam um regresso a um passado de triste memória, numa reincidência intolerável que exige das entidades competentes uma minuciosa e eficaz investigação".

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